A distribuidora Europa Filmes solicitou à Agência Nacional de Cinema (Ancine) o registro de “Dark Horse”, primeiro passo para o lançamento comercial do filme nos cinemas brasileiros. Segundo o jornal O Globo, o Registro de Obra Estrangeira (ROE) foi protocolado em 22 de junho.
O pedido ocorre após a Paris Filmes informar, no mês passado, que não faria a distribuição da produção baseada na eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2018. Na ocasião, a produtora Go Up, responsável pelo longa, afirmou que mantinha negociações com outras distribuidoras.
A estreia depende da aprovação do registro pela Ancine e do cumprimento de outras exigências burocráticas, como a emissão do Certificado de Registro de Título pela agência e a definição da classificação indicativa pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O processo de análise da Ancine costuma levar cerca de 30 dias, mas pode ser mais longo no caso de “Dark Horse” devido a questionamentos envolvendo a produção. O filme foi realizado nos EUA, mas teve cenas gravadas no Brasil que, segundo informações divulgadas, não teriam sido comunicadas previamente à agência. A situação pode gerar entraves e, em último caso, dificultar a estreia comercial da obra.
Além da aprovação regulatória, a chegada do filme aos cinemas depende do interesse das redes exibidoras. O elenco é formado majoritariamente por atores estrangeiros, com protagonismo de Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo” e por estrelar “O Conde de Monte Cristo”.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é interpretada por Camille Guaty, que participou da série “The Good Doctor: O bom doutor”. Os diálogos do longa são em inglês, estratégia adotada para ampliar o potencial comercial da produção no mercado internacional.
