Flávio parabeniza Keiko Fujimori por vitória no Peru
Brasília, Sexta, 03 de julho de 2026
Mundo

Flávio parabeniza Keiko Fujimori por vitória no Peru

Pré-candidato avaliou vitória de representante da direita peruana como "histórica"; país passa por crises políticas e forte polarização

“Nordeste não é o problema, Nordeste é a solução”, diz Flávio em evento da CNM
Foto: Bartholomeu Ferreira da Cruz/CNM

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Por Ândrea Malcher

Repórter especialista em Congresso Nacional

O pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), parabenizou Keiko Fujimori pela vitória nas urnas no Peru, reconhecido pelo Jurado Nacional Eleitoral (JNE). Ele escreveu no X (antigo Twitter) que este é um resultado histórico.

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“Sua trajetória de resiliência e a virada nas urnas mostram a força da democracia peruana. Que sua gestão traga segurança, prosperidade e o fortalecimento dos laços entre nossos países”, destacou o senador que já tinha parabenizado Keiko pela vantagem irreversível, antes dos resultados oficiais na semana passada.

“A América do Sul se transformou nos últimos anos. A próxima peça nesse quebra-cabeças é o Brasil: a onda azul já chegou aqui também. A América do Sul tem futuro!”, finalizou.

A candidata da direita peruana obteve 9.223.396 dos votos, 50,135%, enquanto Roberto Sánchez, de esquerda, alcançou 9.173.755 votos, ou 49,865%. A votação ocorreu no dia 7 de junho e a apuração demonstrou a forte polarização no país, com uma diferença de apenas 49.641 votos entre os candidatos.

Keiko prometeu unir o país em discurso na semana passada, quando atingiu vantagem irreversível, ainda assim, não declarou vitória. “Estamos cientes de que o Peru está dividido, de que está praticamente partido ao meio.”

Keiko sucede José María Balcázar Zelada, de esquerda, que assumiu a Presidência de forma interina há quatro meses, no lugar de José Jeri, outro que foi presidente por quatro meses e acabou destituído pelo Congresso após ser revelado que ele participou de reuniões não divulgadas com empresários chineses. Dina Boluarte, a antecessora, foi destituída por escândalos de corrupção. O ex-presidente Pedro Castillo foi preso após dissolver o Congresso e declarar estado de exceção, numa manobra para escapar do processo de impeachment. Nos últimos oito anos, o Peru teve oito presidentes.

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