Dino devolve ao STF ações sobre sucessão de Cláudio Castro no Rio
Brasília, Terça, 30 de junho de 2026
Justiça

Dino devolve ao STF ações sobre sucessão de Cláudio Castro no Rio

Julgamento estava suspenso desde abril e agora depende de inclusão na pauta pelo presidente do Supremo

Cláudio Castro pede cautela no caso Bacellar, defende ampla defesa e nega relação entre exonerações e operação da PF no Rio
Foto: Rafael Campo/Gov.RJ

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), devolveu para julgamento os processos que discutem a forma de sucessão do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). As ações estavam suspensas desde abril, quando o magistrado pediu vista do caso.

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Com a devolução dos autos nesta terça-feira (30), caberá ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, definir a data para retomada do julgamento no plenário da Corte.

A análise foi interrompida após quatro ministros votarem pela realização de eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para escolher o governador que concluirá o mandato. Até o momento, apenas um integrante do Supremo manifestou entendimento favorável à realização de eleições diretas.

Ao solicitar vista do processo, Dino informou que aguardaria documentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionados ao julgamento que declarou Cláudio Castro inelegível. O objetivo, segundo o ministro, era analisar os fundamentos e os efeitos da decisão antes de apresentar seu voto.

A controvérsia teve início após Castro renunciar ao cargo, em março, pouco antes da conclusão do julgamento no TSE. A saída ocorreu quando o governador já respondia ao processo que resultou em sua inelegibilidade.

Com a renúncia, o comando do governo fluminense passou, de forma interina, ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto. A medida ocorreu porque o Estado estava sem vice-governador e o então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, encontrava-se afastado do cargo por decisão do próprio STF.

Desde a suspensão do julgamento, a Assembleia Legislativa apresentou pedidos aos ministros Luiz Fux e Cristiano Zanin para que o atual presidente da Casa, Douglas Ruas, assumisse interinamente o governo estadual. As solicitações, no entanto, não foram acolhidas pelos relatores.

Pelo regimento interno do Supremo, o prazo para devolução do processo após pedido de vista é de até 90 dias. Com a manifestação de Flávio Dino, o julgamento fica apto para ser retomado, dependendo apenas da inclusão do caso na pauta pelo presidente da Corte.

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