Ortobom reage: CEO da empresa é mulher!
Brasília, Terça, 23 de junho de 2026
Justiça

Ortobom reage: CEO da empresa é mulher!

Fabricante afirma que caso envolve apenas unidade do Paraná

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Ortobom divulgou hoje (23) uma nota após a confirmação, pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), da condenação que determinou o pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos em uma ação relacionada à ausência de mulheres em cargos de gerência.

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Segundo a empresa, o caso analisado pela Justiça envolve exclusivamente a unidade de Arapongas, no Paraná, e não representa a estrutura da companhia como um todo.

“A Ortobom esclarece que o tema em questão refere-se a um caso específico envolvendo apenas uma de suas 13 unidades fabris, localizada em Arapongas (PR), não representando a realidade da companhia como um todo.”

A fabricante informou ainda que não comentará detalhes do processo em razão do sigilo judicial.

“Por tramitar sob sigilo judicial, a empresa não pode comentar detalhes do processo.”

Empresa cita liderança feminina

Na manifestação, a Ortobom afirmou que mantém políticas voltadas à igualdade de oportunidades e destacou que atualmente a presidência executiva da companhia é ocupada por uma mulher.

“A Ortobom reafirma seu compromisso com a legislação, com a igualdade de oportunidades e com uma gestão pautada pela meritocracia.”

A empresa acrescentou que a presença de uma mulher no principal cargo executivo reflete sua política interna de desenvolvimento profissional.

“Atualmente, a companhia tem uma mulher como CEO, reflexo de uma cultura organizacional que valoriza competências, desempenho e potencial no desenvolvimento de seus profissionais.”

Entenda o caso

Mais cedo, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho confirmou por unanimidade a condenação da Ortobom em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho.

A decisão teve como base a estrutura de comando da unidade de Arapongas em 2022, quando as 22 gerências e as duas subgerências eram ocupadas exclusivamente por homens.

O relator do caso, ministro Alberto Balazeiro, afirmou que a empresa não apresentou justificativa considerada suficiente para explicar a ausência de mulheres nos cargos de liderança da unidade.

A condenação estabelece o pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos.

Investimento em programas internos

Na nota, a Ortobom também informou que mantém iniciativas voltadas à contratação, qualificação e retenção de profissionais mulheres.

“A empresa também mantém investimentos contínuos em iniciativas voltadas à atração, ao desenvolvimento e à permanência de talentos femininos, fortalecendo um ambiente de trabalho respeitoso, inclusivo e alinhado às melhores práticas de gestão de pessoas.”

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