Petição contra Erika Hilton na Comissão da Mulher ultrapassa 157 mil assinaturas
Brasília, Sexta, 12 de junho de 2026
Política

Petição contra Erika Hilton na Comissão da Mulher ultrapassa 157 mil assinaturas

A deputada Erika Hilton (PSol) apresentou um Projeto de Lei para conceder licença-maternidade em dobro a casais de mulheres. Foto: Câmara dos Deputados
A deputada Erika Hilton (PSol) apresentou um Projeto de Lei para conceder licença-maternidade em dobro a casais de mulheres. Foto: Câmara dos Deputados

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A eleição da deputada Erika Hilton (Psol-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados gerou reação nas redes sociais e mobilização online.

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Um abaixo-assinado criado na plataforma Change.org, intitulado “Pela Representatividade Feminina na Presidência da Comissão da Mulher”, já ultrapassa 157 mil assinaturas na manhã desta sexta-feira (12).

A campanha foi divulgada com a hashtag #elenão, em referência ao movimento de mulheres que se mobilizou nas redes sociais durante a eleição presidencial de 2018.

A iniciativa é da cientista política Júlia Lucy e foi anunciada durante o programa ALive, do jornalista Claudio Dantas.

Eleição na Câmara

A deputada foi eleita na quarta-feira (11) para presidir o colegiado da Câmara responsável por discutir políticas voltadas às mulheres.

A votação terminou com 11 votos favoráveis e 10 votos em branco. O cargo permaneceu com o PSOL após acordo entre lideranças partidárias.

Hilton substitui a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG).

Durante o debate sobre a escolha, parlamentares da oposição ao governo do presidente Lula criticaram a decisão.

“Derrota para as mulheres na semana da mulher”, afirmou a deputada Júlia Zanatta (PL-SC).

A senadora Damares Alves (Republicanos) também questionou a escolha e declarou que os espaços institucionais destinados às pautas femininas devem ser ocupados por mulheres.

Petição online

Os organizadores do abaixo-assinado afirmam que a presidência da Comissão da Mulher deve ser ocupada por uma parlamentar cuja atuação esteja vinculada à defesa de pautas relacionadas às mulheres com base na distinção de sexo.

O texto da petição argumenta que já existem comissões e frentes parlamentares voltadas a pautas relacionadas à população LGBTQIA+ no Congresso.

“Manifestamos nossa discordância em relação à escolha da Deputada Erika Hilton. A presidência deve ser ocupada por uma parlamentar cujas bandeiras estejam alinhadas com as prerrogativas baseadas na distinção de sexo”, diz o documento.

Os signatários pedem que os líderes partidários e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), revisem a decisão.

Reação da deputada

Após a eleição, Hilton respondeu às críticas em publicações nas redes sociais.

“E não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa”, escreveu a deputada.

Em outra postagem, afirmou:

“Podem espernear. Podem latir. Eu sou a presidenta da Comissão da Mulher. E foi a minha luta, a minha história e a minha garra que me trouxeram até aqui. E agora faremos um debate sobre todas as mulheres, porque somente unidas podemos frear a violência que nos assola”.

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