As mulheres aparecem como principal base de vantagem de Lula (PT) na disputa presidencial de 2026. A análise foi feita pelo site Poder360 com base nas pesquisas mais recentes de institutos brasileiros. O grupo representa 52,8% do eleitorado e é considerado decisivo na corrida eleitoral.
Nas simulações de 2º turno, Lula aparece à frente de adversários como Flávio Bolsonaro (PL), com vantagem que varia entre 45% e 55% no eleitorado feminino, dependendo do levantamento. O senador registra desempenho mais competitivo entre os homens, com cenários de empate técnico em algumas pesquisas.
Tendência semelhante é observada em disputas contra outros nomes da direita, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
Nos recortes das pesquisas entre Lula e Flávio , o desempenho entre mulheres aparece da seguinte forma:
- CNT/MDA (10 a 14.jun.2026): Lula 52,0% X 33,0% Flávio Bolsonaro;
- Nexus/BTG (12 a 14.jun.2026): Lula 55,0% X 37,0% Flávio Bolsonaro;
- Futura/Apex (8 a 12.jun.2026): Lula 54,5% X 36,2% Flávio Bolsonaro;
- PoderData/Aya (25 a 28.mai.2026): Lula 49,7% X 38,2% Flávio Bolsonaro;
- Datafolha (20 a 21.mai.2026): Lula 51,0% X 37,0% Flávio Bolsonaro;
- Quaest/Genial (8 a 11.mai.2026): Lula 45,0% X 36,0% Flávio Bolsonaro.
Nos levantamentos do Datafolha e da Quaest, os dados são de maio porque os relatórios completos de junho ainda não haviam sido divulgados até a noite de domingo (21).
A vantagem de Lula entre mulheres é um padrão consolidado nas últimas eleições, embora nem sempre tenha sido assim. Em 1989, na 1ª disputa presidencial após a redemocratização, o então candidato tinha melhor desempenho entre homens do que entre mulheres.
A mudança ocorreu ao longo dos anos, em meio a estratégias de comunicação e reposicionamento político. O marqueteiro Duda Mendonça teve papel central na campanha de 2002, com a estratégia do “Lulinha paz e amor” e mudanças na imagem pública do petista, incluindo a adoção de trajes mais formais.
Em 2022, Lula venceu a eleição presidencial com forte apoio do eleitorado feminino. No atual mandato, falas controversas reduziram parte dessa vantagem, segundo as pesquisas.
O peso do eleitorado feminino deve ser ainda maior em 2026. As mulheres são 52,83% dos eleitores aptos a votar, o equivalente a 83,93 milhões de pessoas até maio de 2026, enquanto os homens representam 47,15%. O grupo passou a ser considerado estratégico pelas campanhas.
A análise do Poder360 considerou os levantamentos mais recentes das principais empresas de pesquisa do país com recortes de segundo turno. Todos os estudos citados estão registrados na Justiça Eleitoral.
