Jaques Wagner falou em 'leviandade' antes de ser alvo da PF no caso Master
Brasília, Quinta, 18 de junho de 2026
Política

Jaques Wagner falou em ‘leviandade’ antes de ser alvo da PF no caso Master

Senador disse que processaria revista por matéria sobre ligação do PT baiano com Master

Jaques Wagner falou em 'leviandade' antes de ser alvo da PF no caso Master
Foto: Reprodução/X

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Por Redação

Nesta semana, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), se pronunciou na tribuna da Casa Alta após voltar a ser citado em reportagem relacionada ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. O petista divulgou nas redes sociais um vídeo do discurso feito no dia 16, dois dias antes da operação da Polícia Federal (PF) deflagrada na manhã desta quinta-feira (18).

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Na gravação, Wagner comenta matéria da revista Veja, da semana passada, em que afirma que Vorcaro quer delatar os “negócios nebulosos” do Master “com o PT da Bahia”.

O petista afirmou, na tribuna, que processaria a Veja e que a revista foi procurada para fazer um “escândalo”: “É uma guerra de narrativas. O Instituto da leviandade, ou nas instituições, ou na imprensa, ou nas redes brasileiras, precisa ter um ponto final”.

Ao todo, na ação de hoje, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia, no Distrito Federal e em São Paulo. A PF cumpre mandados nos endereços residenciais do líder do governo Lula e em seu gabinete em Brasília.

A origem do Master, como revelado pelo jornalista Claudio Dantas, está na Bahia de Jaques Wagner. Foi ele, quando secretário de Desenvolvimento na 1ª gestão de Rui Costa como governador, que privatizou a Ebal (Empresa de Alimentos da Bahia), entregando de mão beijada a Augusto Lima, também alvo da ação de hoje, e a Vorcaro o Credcesta, um cartão de benefício consignado usado pelos servidores estaduais. Um negócio bilionário comprado por meros R$ 15 milhões.

Na ocasião, o Master ainda não tinha qualquer experiência anterior com consignado. Com o Credcesta, o banco de Vorcaro e Lima se expandiu rapidamente para o resto do país, passando a controlar a folha de pagamento de servidores ativos e inativos de estados e municípios. O Credcesta chegou a representar 50% do faturamento do Master. Guga Lima chegou a ser alvo da primeira operação da PF no esquema Master, mas vinha sendo preservado desde então.

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