O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne nesta terça (16) e quarta-feira (17) para decidir o futuro da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,5%. O colegiado avaliará os indicadores da economia brasileira e internacional para definir se há espaço para novos cortes ou se os juros permanecerão elevados por mais tempo.
Na última reunião, em abril, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual por unanimidade. Foi o segundo corte consecutivo, mas em ritmo menor. Na ocasião, o comitê citou as incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio e a perspectiva de inflação elevada por mais tempo.
A Selic é a principal taxa de referência da economia brasileira e influencia financiamentos, empréstimos, investimentos e o custo do crédito para empresas e consumidores.
Na ata da última reunião, o Copom evitou sinalizar os próximos passos da política monetária. O comitê informou que segue monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e os possíveis impactos sobre a inflação. Também apontou a persistência das incertezas em torno da política econômica dos Estados Unidos.
“O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz a ata.
Diante desse cenário, o mercado financeiro elevou suas projeções para a Selic. Segundo o boletim Focus divulgado ontem (15), a expectativa é de que a taxa encerre 2026 em 13,5% ao ano, ante os 13,75% projetados na semana anterior.
