CCJ do Senado aprova PEC que amplia autonomia do Banco Central
Brasília, Quarta, 10 de junho de 2026
Política

CCJ do Senado aprova PEC que amplia autonomia do Banco Central

Proposta garante autonomia financeira e orçamentária ao BC

Edifício-Sede do Banco Central do Brasil em Brasília
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Por Redação

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado acaba de aprovar a PEC que concede autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central (BC). O texto segue agora para o plenário da Casa, onde precisará ser aprovado em dois turnos antes de ser encaminhado à Câmara.

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A votação foi simbólica. Nessa modalidade, os parlamentares são convidados a permanecer sentados caso concordem com a proposição. Aqueles que desejam rejeitá-la devem se manifestar, geralmente levantando a mão ou ficando em pé. Dessa forma, o voto individual de cada parlamentar não fica registrado.

A proposta amplia a autonomia do BC aprovada pelo Congresso Nacional em 2021 ao permitir que a instituição controle o próprio orçamento e seja custeada por receitas próprias.

De autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), a PEC transforma o BC em entidade pública de natureza especial, uma categoria jurídica criada pelo texto. A instituição passaria a integrar o setor público financeiro e manteria atribuições como regulação, supervisão, resolução e poder de polícia.

Atualmente, o BC é uma autarquia de natureza especial, sem vinculação ou subordinação hierárquica a ministérios ou órgãos do governo federal.

Segundo Vanderlan, a autonomia orçamentária é necessária para que o BC exerça plenamente sua função de autoridade monetária, com a missão de “zelar pela estabilidade do sistema financeiro e fomentar o pleno emprego”.

O relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), afirma que a medida permitirá ao Banco Central “elaborar, aprovar e executar seu próprio orçamento, de forma separada e independente”, sem depender de repasses do Tesouro Nacional.

A PEC retira o BC do Orçamento da União. O autor e o relator argumentam que, apesar da autonomia operacional já existente, a instituição ainda está sujeita a restrições administrativas e financeiras decorrentes da dependência orçamentária do governo federal.

O BC já possui autonomia técnica e operacional garantida pela Lei Complementar 179, de 2021. Entre outras medidas, a norma estabeleceu mandato fixo para o presidente da instituição, que não pode ser demitido livremente pelo presidente da República.

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