Banco da Amazônia fica sem receber R$ 39 mi do Master
Brasília, Quinta, 11 de junho de 2026
Economia

Banco da Amazônia fica sem receber R$ 39 mi aplicados no Master

Letras financeiras adquiridas pelo banco federal venceram sem pagamento após liquidação do Banco Master

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Por Redação

O Banco da Amazônia (Basa) tornou-se a primeira instituição pública a registrar oficialmente a falta de pagamento de letras financeiras emitidas pelo Banco Master após a liquidação da instituição determinada pelo Banco Central em novembro do ano passado.

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Os títulos adquiridos pelo banco federal venceram na última semana sem que houvesse o pagamento dos valores contratados. As operações somam R$ 39 milhões e foram realizadas em 2024.

As aplicações foram divididas em duas letras financeiras, de R$ 25 milhões e R$ 14 milhões, adquiridas respectivamente em abril e junho daquele ano. Em ambos os casos, o Banco Master comprometeu-se a devolver os recursos após dois anos, acrescidos de remuneração equivalente a 122% do CDI.

A última dessas letras venceu na sexta-feira (5). O pagamento, no entanto, não foi realizado.

As letras financeiras funcionam como uma modalidade de captação de recursos em que a instituição emissora recebe os valores e assume o compromisso de devolvê-los futuramente com juros. Como os papéis adquiridos pelo Basa não possuíam garantias, a recuperação dos recursos dependerá do processo de liquidação da instituição financeira.

Entre 2023 e 2024, o Banco Master vendeu aproximadamente R$ 1,867 bilhão em letras financeiras para institutos de previdência municipais, conhecidos como Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). O Banco da Amazônia foi responsável por outros R$ 39 milhões desse volume.

Segundo informações do próprio Basa, divulgadas anteriormente ao mercado, a exposição representava menos de 0,19% dos cerca de R$ 20,3 bilhões administrados pela tesouraria da instituição.

“A tesouraria do Banco da Amazônia possui aproximadamente R$ 20,3 bilhões de recursos sob gestão e, portanto, o volume sob exposição ao Banco Master, representa menos de 0,19% desse portfólio”, informou o banco em comunicado divulgado após a intervenção na instituição de Daniel Vorcaro.

Mesmo com a política interna de concentrar investimentos privados em instituições classificadas entre os ratings “AAA” e “A”, o Basa adquiriu os títulos do Master quando a instituição possuía classificação de risco “BBB”.

Procurado, o Banco da Amazônia informou que adotou medidas para tentar recuperar os recursos.

“Já adotou todas as providências administrativas e jurídicas cabíveis para resguardar seus direitos creditórios” e “segue atuando com diligência, responsabilidade e estrita observância das normas do Sistema Financeiro Nacional”.

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