Funcionários da TV Justiça aprovam greve por falta de pagamento
Brasília, Quinta, 11 de junho de 2026
Justiça

Funcionários da TV Justiça aprovam greve por falta de pagamento

Funcionários da TV Justiça aprovam greve por falta de pagamento
Foto: Reprodução

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Por Redação

Funcionários da Rádio Justiça e da TV Justiça, vinculadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), aprovaram uma greve durante assembleia realizada ontem (10). A paralisação está prevista para começar em 15 de junho e foi motivada por atrasos no pagamento de salários, falta de depósitos do FGTS há quase 1 ano e falhas no pagamento do vale-alimentação.

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O movimento envolve trabalhadores terceirizados contratados pela Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac). A entidade está em recuperação judicial e é alvo de investigações.

Atualmente, o STF mantém três contratos ativos com a Fundac, que somam R$ 26,8 milhões em repasses:

  • R$ 22,8 milhões para a operação e produção da Rádio Justiça e da TV Justiça;
  • R$ 2,9 milhões para “apoio técnico em Comunicação Social, na área de jornalismo e reportagem fotográfica”;
  • R$ 1 milhão para “apoio técnico na área de design gráfico e digital”.

Os trabalhadores atuam em áreas como reportagem, produção, edição de imagens, operação técnica e atividades administrativas. Ao todo, 80 profissionais participaram da assembleia, e todos votaram a favor da paralisação.

Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), a categoria decidiu cruzar os braços devido aos atrasos no pagamento de salários e benefícios. Os profissionais afirmam que tentaram negociar uma solução antes da greve, mas não houve acordo com a Fundac.

De acordo com o sindicato, a situação se agravou nos últimos meses e passou a comprometer a rotina dos trabalhadores. A categoria também cobra garantias sobre o pagamento dos valores em atraso.

Os funcionários afirmam que seguem abertos ao diálogo, mas condicionam o encerramento do movimento à regularização dos pagamentos e das demais obrigações trabalhistas.

A TV Justiça transmite julgamentos, sessões e conteúdos institucionais do Poder Judiciário desde 2002, incluindo atividades do STF. Já a Rádio Justiça está no ar desde 2004 e divulga informações relacionadas às atividades dos tribunais.

Com a paralisação, os trabalhadores avaliam que poderá haver interrupção das transmissões da TV Justiça e da Rádio Justiça.

Em nota, o Supremo afirmou que não tem responsabilidade pelas obrigações trabalhistas da empresa contratada e disse esperar que os serviços continuem sendo prestados normalmente até o término dos contratos.

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