Senado aprova indicação de Benedito Gonçalves para corregedoria do CNJ
Brasília, Quinta, 11 de junho de 2026
Política

Senado aprova indicação de Benedito Gonçalves para corregedoria do CNJ

CCJ dá aval a Benedito Gonçalves como corregedor nacional de Justiça
Saulo Cruz/Agência Senado

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Por Redação

O Senado Federal aprovou na noite de ontem (10) a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves para o cargo de corregedor nacional de Justiça, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele exercerá o cargo no biênio 2026-2028.

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Foram 53 votos favoráveis e 16 contrários. Para ser aprovado, ele precisava do apoio de, no mínimo, 41 senadores, e a votação foi secreta. O ministro foi sabatinado e aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 20 de maio. No colegiado, o placar ficou em 21 votos a 5.

Gonçalves substituirá no cargo o ministro Mauro Campbell Marques, eleito na mesma sessão para ser o próximo vice-presidente do STJ, na gestão que terá início em agosto.

Durante a sabatina na CCJ, o ministro destacou que a corregedoria, sob sua gestão, atuará com responsabilidade funcional. “Não basta punir desvios, é preciso prevenir disfunções. Não basta reagir a conflitos, é preciso identificar gargalos, orientar tribunais, disseminar boas práticas e acompanhar resultados”, disse.

Antes da votação no plenário, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu a rejeição da indicação. Para Girão, o histórico do ministro reúne controvérsias incompatíveis com o cargo de corregedor nacional de Justiça.

“Esse momento é tão delicado, é tão histórico, e o brasileiro clama por isso, que o Brasil tenha nortes éticos, que o Brasil, para os nossos filhos e netos, tenha um horizonte feliz. Eu votei contra e espero que esse Senado continue se aproximando da sociedade”, disse.

Gonçalves foi o relator dos processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que levaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à inelegibilidade. Ele também participou da degustação de whisky Macallan, promovida por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em 2024. Em maio, o ministro chegou a se declarar impedido para julgar processos relacionados ao Master.

O magistrado ficou conhecido após episódio em que recebeu “tapinhas” no rosto de Lula (PT) durante a posse de Alexandre de Moraes como presidente do TSE, em 2022. O petista foi quem o indicou ao cargo no STJ em 2008.

Também ficou famoso pelo episódio ocorrido durante a solenidade de diplomação de Lula como presidente, quando Benedito cumprimentou Moraes, dizendo: “Missão dada é missão cumprida”.

STJ critica sanções dos EUA contra Benedito Gonçalves e afirma que medidas atentam contra a independência do Judiciário e a soberania do Brasil

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