Edinho diz que "decisão do judiciário não se opina"
Brasília, Terça, 09 de junho de 2026
Política

Edinho diz que “decisão do judiciário não se opina”

Presidente do PT afirmou que decisões do Judiciário devem ser respeitadas após medida do TSE contra levantamento da AtlasIntel

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, evitou criticar a decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, de suspender a pesquisa AtlasIntel e afirmou que sobre decisão do Judiciário “não se opina”. A declaração foi dada nesta manhã (9), na sede do partido, em Brasília.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

“Se ele [Kassio] tomou essa decisão, deve ter fundamento. Decisão do Judiciário não se opina, se respeita. Temos certeza que o presidente vai conduzir o processo eleitoral da melhor maneira possível”, disse.

A manifestação ocorreu durante um seminário promovido pelo PT para discutir propostas de reforma do Judiciário. O encontro reuniu dirigentes partidários e juristas ligados à legenda.

A decisão de Kassio Nunes Marques atendeu a um pedido apresentado pelo PL (Partido Liberal) após a divulgação de um levantamento da AtlasIntel em 19 de maio.

A pesquisa foi a primeira a apontar queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de um áudio em que o solicita a Daniel Vorcaro, do Banco Master, o envio de recursos para financiar o filme Dark Horse, produção que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao analisar o caso, o presidente do TSE considerou que havia elementos que justificavam a suspensão cautelar da pesquisa diante dos questionamentos sobre a formulação das perguntas apresentadas aos entrevistados.

“A controvérsia suscitada nos autos não se limita, portanto, à mera discordância quanto às escolhas metodológicas da representada, mas envolve alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”, afirmou Nunes Marques na decisão.

O PL sustentou que os questionamentos relacionados ao áudio poderiam ter influenciado as respostas dos participantes da pesquisa, argumento que fundamentou o pedido encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade