Operação do ICMBio na Terra do Meio expõe truculência do governo Lula com pequenos produtores
Brasília, Quinta, 11 de junho de 2026
Brasil

Operação do ICMBio na Terra do Meio expõe truculência do governo Lula com pequenos produtores

Apreensão de gado em São Félix do Xingu gera protestos de moradores, que denunciam prejuízos e cobram do governo segurança jurídica para quem vive e produz na região

Foto: Reprodução/ X

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

A operação “Pasto Nullus”, conduzida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na região da Terra do Meio, no Pará, provocou indignação entre moradores e produtores rurais e reacendeu críticas à atuação do governo federal na Amazônia. A ação, que resultou na apreensão de rebanhos bovinos em áreas classificadas como protegidas, é vista por parte da população local como mais um exemplo da falta de diálogo com famílias que vivem e produzem na região há décadas.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Na terça-feira (9), fiscais realizaram a retirada de cerca de 90 cabeças de gado na região da rodovia Transiriri, próxima à Vila Fumaça, em São Félix do Xingu. Durante a operação, moradores interceptaram caminhões utilizados para o transporte dos animais e acabaram liberando parte do rebanho, que se dispersou pela área.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram o desespero de produtores diante da perda dos animais e ampliaram a repercussão do caso. Um dos relatos que ganharam destaque foi o do produtor rural Pedro Coco, que criticou a ação e classificou a apreensão como uma medida desumana contra famílias que dependem da atividade para sobreviver.

O ICMBio afirma que a operação tem como objetivo combater o desmatamento ilegal e a criação de gado em áreas embargadas dentro da Estação Ecológica da Terra do Meio, unidade de conservação onde atividades agropecuárias são proibidas. Segundo o órgão, os ocupantes das áreas já teriam sido notificados anteriormente sobre as restrições ambientais.

A autarquia também alegou que parte dos animais apresentava irregularidades cadastrais junto à Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), o que poderia configurar infrações sanitárias e administrativas.

Apesar das justificativas oficiais, a operação intensificou o sentimento de revolta entre moradores da região, que acusam o governo federal de priorizar ações punitivas enquanto mantém sem solução os históricos problemas fundiários da Amazônia. Produtores afirmam conviver há anos com insegurança jurídica e alegam que o Estado falhou em oferecer alternativas de regularização antes de promover operações de fiscalização em larga escala.

A crítica também se concentra no fato de que a pecuária representa uma das principais atividades econômicas da região. Para lideranças locais, medidas como apreensão de rebanhos e destruição de estruturas acabam atingindo diretamente famílias que dependem da produção rural para garantir renda e sustento.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade