Subprocurador do TCU recua sobre leilão de reserva de capacidade
Brasília, Sexta, 05 de junho de 2026
Justiça

Subprocurador do TCU recua sobre leilão de reserva de capacidade

Suspeita de cartel em leilão que pode custar R$ 500 bi aos consumidores é alvo do Cade

A apuração trata do pagamento indevido de cerca de R$ 284 mil a uma ex-servidora nomeada por Fufuca. Foto: Saulo Cruz/ TCU.
Foto: Saulo Cruz/ TCU.

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Por Redação

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), Lucas Furtado, encaminhou na quarta-feira (03) ofício ao ministro Jorge Oliveira no qual abandona a posição anterior de defender a suspensão do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) 2026.

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No documento, Furtado afirma que atribuiu peso excessivo ao impacto tarifário do leilão em detrimento da necessidade de garantir a estabilidade e a segurança do sistema elétrico nacional. O subprocurador alega que errou ao considerar o custo para os consumidores como fator predominante na avaliação do certame.

Em 13 de maio, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu inquérito administrativo para investigar denúncias de possível cartel no Leilão de Reserva de Capacidade realizado em março pelo governo Lula (PT). O pedido foi apresentado pelo deputado federal Danilo Forte (PP-CE), por meio da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

O certame também é alvo de questionamentos devido ao potencial impacto sobre as tarifas de energia. Segundo a Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes das Indústrias de Energia (Abraenergias), o modelo pode gerar custo superior a R$ 500 bilhões para os consumidores ao longo de até 15 anos.

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