Supremo forma maioria para tornar réus acusados de obstruir caso Marielle
Brasília, Terça, 07 de julho de 2026
Justiça

Supremo forma maioria para tornar réus acusados de obstruir caso Marielle

Rivaldo Barbosa, já condenado em outro processo do caso Marielle, está entre os réus

STF: Julgamento dos mandantes do assassinato de Marielle começa hoje
Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio

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Por Redação

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta manhã (21) para tornar réus três integrantes da Polícia Civil do Rio investigados por obstrução de Justiça e associação criminosa no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

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Até o momento, votaram pela abertura da ação penal os ministros Alexandre de Moraes, relator, Cristiano Zanin e Flávio Dino, que consolidou a maioria no julgamento virtual. Falta apenas o voto da ministra Cármen Lúcia, que pode ser apresentado até amanhã (22).

Entre os denunciados está Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, que já condenado em fevereiro a 18 anos de prisão por participação em ações para atrapalhar as investigações. Também devem se tornar réus o delegado Giniton Lages e o comissário Marco Antonio de Barros Pinto, conhecido como Marquinho HP.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo do RJ atuou para destruir provas, direcionar investigações, usar testemunhas falsas e adotar diligências consideradas desnecessárias para “garantir a impunidade” de mandantes e executores do crime.

Em fevereiro, os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ, e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão como mentores do assassinato. O crime de 2018 foi motivado, segundo o processo, por disputas envolvendo grilagem de terras na Zona Oeste do Rio.

Os irmãos também foram condenados por organização criminosa, duplo homicídio e tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle, que sobreviveu ao ataque.

Antes do julgamento na Corte, as defesas dos acusados negaram irregularidades, apontaram falta de provas e contestaram a competência do Supremo para analisar parte das acusações.

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