Quaest: 50% dos brasileiros dizem que economia piorou nos últimos 12 meses
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Quaest: 50% dos brasileiros dizem que economia piorou nos últimos 12 meses

Preço dos alimentos é um dos principais fatores de avaliação negativa

Brasil registra recorde de inadimplência com 81,2 milhões de pessoas negativadas e aumento de falências de empresas, segundo BC e Serasa
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Por Redação

Para 50% dos brasileiros, a economia do país piorou nos últimos 12 meses, de acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada na manhã desta quarta-feira (15). Outros 21% afirmam que houve melhora, enquanto 27% dizem não perceber diferença.

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O levantamento indica percepção negativa em meio ao avanço do endividamento das famílias e a medidas do governo petista para tentar conter o cenário.

Segundo dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o endividamento das famílias brasileiras chegou a 80,4% em março, conforme a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor). O número é recorde.

A pesquisa mede o percentual de famílias com dívidas como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos.

Entre os fatores que influenciam a avaliação negativa, o preço dos alimentos aparece com destaque: o percentual de brasileiros que dizem ter percebido aumento passou de 59% para 72% no último mês.

O endividamento também avançou. O levantamento aponta que o número de brasileiros com algum tipo de dívida subiu de 65% para 72% em um ano.

As medidas do governo Lula (PT), como a ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR), ainda não tiveram efeito amplo na percepção de renda. Para 49%, não houve diferença; 33% dizem que houve aumento, mas limitado; e 17% relatam melhora significativa. Cerca de 31% afirmam ter sido beneficiados pela política, número estável ao longo dos meses.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros entre os dias 9 e 13 de abril, por entrevistas presenciais e questionários. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.


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