47 deputados pedem prisão preventiva de Lulinha à PGR
Brasília, Segunda, 20 de julho de 2026
Política

47 deputados pedem prisão preventiva de Lulinha à PGR

Parlamentares solicitam extradição, inclusão na Interpol e bloqueio de bens no caso INSS

Lulinha manteve pagamentos a contador investigado por ligação com o PCC
Foto: Reprodução.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Quarenta e sete deputados federais acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR), hoje (26), pedindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suposta participação no esquema de fraudes envolvendo o INSS.

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A representação foi apresentada pela deputada Rosangela Moro (União-SP) e tem coautoria de parlamentares do PL, Republicanos, PSD, PP e União Brasil. No documento, os deputados solicitam a abertura de investigação formal e a adoção imediata de medidas cautelares.

Entre os pedidos estão a decretação de prisão preventiva, a inclusão do nome do investigado na difusão vermelha da Interpol e o início de processo de extradição junto à Espanha.

Segundo a representação, Lulinha teria atuado como sócio oculto do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador financeiro do esquema. O texto afirma que o filho do presidente teria recebido cerca de R$ 300 mil mensais para “viabilizar e proteger interesses do grupo junto à cúpula do governo federal”.

“Conforme relatórios fazendários e depoimentos colhidos no final de 2025, principalmente o depoimento de Edson Claro, o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, seria o operador financeiro do esquema. Indícios apontam que o Lulinha atuaria como sócio oculto do Careca, recebendo uma mesada mensal de aproximadamente R$ 300 mil para viabilizar e proteger os interesses do grupo junto à cúpula do governo federal”, diz trecho do documento.

A peça também menciona a mudança de Lulinha para Madri, na Espanha, em 2025. Para os autores, a residência no exterior configura risco à aplicação da lei penal, diante da possibilidade de deslocamento para outros países da União Europeia ou jurisdições sem tratado de extradição com o Brasil.

“No ano de 2025, transferiu sua residência para a cidade de Madri, na Espanha. Diante da robustez das novas provas trazidas pelos delatores, a permanência do representado em solo estrangeiro deixa de ser uma opção de domicílio e passa a configurar risco concreto à aplicação da lei penal, dada a facilidade de evasão para outros países da União Europeia ou destinos sem tratado de extradição. Portanto, ante os fatos gravosos narrados, não restou opção senão provocar o Ministério Público Federal para que providências sejam tomadas”, afirma o texto.

Além da prisão, os deputados pedem o cancelamento imediato do passaporte e a imposição de monitoramento eletrônico, caso ele retorne ao Brasil. Também solicitam a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, a obtenção de relatórios de inteligência financeira e o bloqueio de bens e ativos relacionados aos fatos investigados.

Até o momento, Fábio Luís Lula da Silva não se manifestou publicamente sobre o pedido. Caberá à PGR avaliar se há elementos para instaurar procedimento investigatório ou adotar as medidas requeridas.

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