Para 46% dos brasileiros, a corrupção aumentou desde o início do terceiro mandato do presidente Lula. O número é 1 ponto percentual acima do registrado em janeiro de 2025, segundo pesquisa do PoderData feita de 31 de maio a 2 de junho.
Outros 21% afirmam que a corrupção diminuiu, 26% dizem que permaneceu igual e 6% não souberam responder.
Em relação a fevereiro de 2024, o grupo que vê aumento cresceu 7 pontos. Já o percentual dos que percebem diminuição caiu 9 pontos.
A pesquisa entrevistou 2.500 pessoas com 16 anos ou mais em 218 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
A percepção de aumento é mais alta entre homens (49%), pessoas de 25 a 44 anos (53%), moradores do Centro-Oeste (53%), quem cursou ensino superior (54%) e quem ganha acima de 5 salários mínimos (55%).
Entre os eleitores de Bolsonaro, 70% apontam aumento da corrupção. Já entre os eleitores de Lula, 34% acreditam que a corrupção diminuiu.
Desde a última rodada da pesquisa, o governo enfrentou escândalos. Em abril, a Procuradoria-Geral da República denunciou o então ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), por corrupção e desvio de emendas parlamentares. Após a denúncia, ele pediu demissão.
Em maio, foi revelado um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões. A estimativa é de um rombo de R$ 6,3 bilhões, envolvendo sindicatos e entidades que participaram de ao menos 16 conselhos ou grupos ligados ao governo. Um dos investigados é Frei Chico, irmão do presidente Lula e dirigente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos).
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