45 presos em operação contra empresa suspeita de transportar drogas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

45 presos em operação contra empresa suspeita de transportar drogas

45 presos em operação contra empresa suspeita de transportar drogas
Foto: Divulgação/PC-RS

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Por Redação

Ação desarticula rota interestadual de drogas e bloqueia R$ 39,3 milhões

Ao menos 45 narcoterroristas foram presos nesta manhã (27) durante operação da Polícia Civil contra organização criminosa que usava empresa de logística de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, para transportar drogas de pelo menos sete estados para o Rio Grande do Sul (RS)

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Os agentes também apreenderam cerca de R$ 100 mil em espécie, armas de fogo e drogas. Entre os detidos estão o dono da empresa e o filho dele — que já cumpria pena na cadeia por outro crime.

A ação cumpre 153 ordens judiciais, incluindo 53 prisões preventivas, 54 bloqueios de contas bancárias, dois sequestros de imóveis e a apreensão de oito veículos de luxo, entre eles modelos da Porsche. O valor total bloqueado chega a R$ 39,3 milhões, sendo R$ 1,5 milhão apenas em ativos como carros e imóveis.

As buscas ocorrem em 15 municípios de 7 estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rondônia, São Paulo e Bahia. Entre as cidades estão Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Taquara, Cachoeirinha, Charqueadas, Alvorada, Arroio do Meio, Jaraguá do Sul, Camboriú, São José, Rio de Janeiro, Porto Velho e Salinas.

Segundo os delegados Adriano Nonnenmacher e Rafael Liedtke, responsáveis pela investigação, “essa organização criminosa fazia grande parte da distribuição de maconha no RS”. Ao longo de um ano de investigação, foram apreendidas mais de 5 toneladas da droga.

A investigação também identificou a venda de laudos toxicológicos falsos para caminhoneiros que prestavam serviço ao grupo narcoterrorista.

Os delegados afirmam que os alvos das prisões incluem “o líder, que pessoalmente coordena as operações logísticas e financeiras, bem como seus gerentes e laranjas, alguns assaltantes a banco, homicidas e duas outras lideranças de primeiro e segundo escalão de duas organizações gaúchas”.

Segundo eles, o caso indica um “consórcio” entre facções para a mercancia de drogas e a distribuição de ilícitos.

Os criminosos, para ocultar a origem do dinheiro do tráfico, compravam veículos de luxo, imóveis e empresas de fachada, além de movimentar valores em contas de laranjas e transferir recursos para outros Estados.

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