Uma plantação de maconha foi destruída e incinerada pela Polícia Civil do Ceará, nesta quinta-feira (9). Este é o segundo caso no estado em menos de um mês. A área, no município de Redenção, foi descoberta pelos agentes após uma denúncia anônima feita na quarta (8).
De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, o terreno onde foi encontrado o plantio tem cerca de 600m². O proprietário foi identificado mas não teve a identidade divulgada.
A ação contou com o apoio da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Perícia Forense do estado (Pefoce).
No fim de junho, foi encontrado em Acopiara uma plantação de 290 mil pés de maconha, após uma denúncia do deputado André Fernandes (PL-CE) de que policiais teriam abandonado o local sem que a droga fosse incinerada, como manda a lei.
Na ocasião, a Polícia Civil divulgou um vídeo em que a plantação de maconha é derrubada por tratores e incinerada no local. Dois dias depois da denúncia de Fernandes, o governador Elmano de Freitas (PT) visitou a fazenda junto ao secretário de Segurança Pública, Roberto Sá; o delegado-geral de Polícia Civil, Márcio Gutierrez; o comandante-geral da Polícia Militar, Sinval Sampaio; e o prefeito de Acopiara, Francisco Vilmar Félix (PSB).
“Está sendo destruído e a Polícia Civil não sai daqui enquanto não destruir toda essa plantação”, disse o governador. “Houve uma denúncia e, no meu entender, a denúncia é muito grave de que aqui teria havido negligência para que o crime pudesse atuar e até levar algum bem daqui. Nós vamos apurar absolutamente tudo. Nós não vamos passar a mão na cabeça de ninguém”.
Após o caso, os delegados da Polícia Civil Vicente de Paula Rodrigues, responsável pela delegacia de Acopiara, e Marcos Sandro Nazaré de Lira, delegado da 4ª Seccional do Interior Sul, foram exonerados dos cargos de chefia e passaram a ser investigados pela conduta na ocorrência.
Dois suspeitos, de 21 e 47 anos, foram presos em Orós, a cerca de 96 km de Acopiara, nesta sexta. Foram cumpridos mandados de prisão temporária por tráfico de drogas e associação para o tráfico e os nomes dos presos não foram divulgados.