Voto de Eduardo Bolsonaro é invalidado no Congresso
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Voto de Eduardo Bolsonaro é invalidado no Congresso

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta sexta-feira (28) o habeas corpus solicitado pelo influenciador Renato Cariani, que tentava suspender o processo em que responde na Justiça de São Paulo por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Foto: STF

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Por Redação

Alcolumbre aplica norma de Hugo Motta e retira registro irregular

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anulou nesta quinta-feira (27) o voto do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) durante a sessão destinada à análise de vetos presidenciais.

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A decisão seguiu o entendimento de que o regimento do Congresso não permite votação remota de parlamentar que esteja fora do país sem integrar missão oficial autorizada.

Eduardo havia votado pela derrubada dos vetos de Lula (PT) à lei de licenciamento ambiental e ao projeto de socorro aos estados endividados (Propag). Mesmo com a anulação, o resultado geral não foi alterado: o governo sofreu uma derrota expressiva em ambos os casos.

Em comunicado lido em plenário, Alcolumbre afirmou que houve “registro irregular de votação” e determinou a correção dos resultados.

“Esta presidência declara a nulidade do referido registro de votação e determina a retificação de seu resultado”, disse ele.

A determinação de Alcolumbre reforça a norma publicada na terça-feira (25) pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que proibiu o uso do aplicativo de votação para deputados que estejam no exterior sem missão oficial.

A medida foi tomada após questionamentos sobre a participação remota do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado no processo da trama golpista e que fugiu para os Estados Unidos.

Embora a decisão mencionasse Ramagem, ela passou a valer automaticamente para Eduardo Bolsonaro.

Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Foto: Paola de Orte/Agência Brasil

O deputado está nos Estados Unidos desde março e atua em campanhas para pedir que o presidente Donald Trump imponha sanções a autoridades brasileiras. Também articulou o tarifaço contra produtos brasileiros, iniciativa vista como parte da ofensiva para tentar livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro de uma eventual prisão.

Sob risco de perder o mandato por faltas, Eduardo afirmava que não conseguia registrar presença ou votar por meio do aplicativo remoto, mesmo em sessões não presenciais, e acusava a Câmara de bloquear seu acesso. No entanto, a Casa nunca confirmou autorização para que ele votasse do exterior.

A controvérsia sobre a participação remota de Eduardo se intensificou depois que o site Claudio Dantas questionou a Câmara há um mês. À época, a instituição não esclareceu se havia autorização formal para que o deputado votasse.

Com a decisão de Alcolumbre, fica consolidado o entendimento de que Eduardo Bolsonaro não poderia participar da sessão desta quinta-feira, o que levou à anulação de seu voto.

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