Com uma fala, Rogério Marinho destroi argumento de Messias
Brasília, Quinta, 18 de junho de 2026
Política

Com uma fala, Rogério Marinho destroi argumento de Messias

Senador do PL aponta riscos à liberdade de expressão e questiona concentração de poder no STF

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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Por Redação

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta quarta-feira (29), durante a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que votou contra a indicação do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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“Já votei. Não votei em vossa excelência”, declarou o parlamentar ao final de sua intervenção, após apresentar críticas à atuação de Messias no governo.

Ao longo da fala, Marinho questionou medidas adotadas pela AGU no enfrentamento à desinformação. “A vossa excelência começa a sua vida na AGU, no dia 1º de janeiro, criando o Ministério da Verdade!”, afirmou, em referência ao livro 1984, de George Orwell.

A expressão remete ao livro 1984, de George Orwell, em que um órgão estatal controla informações e reescreve fatos, sendo usada no debate político como crítica a possíveis mecanismos de controle de discurso.

O senador também direcionou críticas ao funcionamento do STF, especialmente ao inquérito das fake news. “Esse inquérito é interminável”, disse. Em outro momento, reforçou: “É uma afronta à lei, é uma afronta à Constituição”.

Marinho ainda apontou o que considera excesso de poder concentrado em decisões individuais dentro da Corte, em referência ao ministro Alexandre de Moraes. “Entregou a um ministro a condição de ‘xerife do Brasil’”, afirmou.

Durante o discurso, o parlamentar rebateu diretamente uma fala de Messias sobre o papel do Supremo no sistema institucional.

“Vossa excelência afirma, por exemplo, que o Supremo Tribunal Federal é instituição central do nosso arranjo democrático. Permita-me humildemente discordar. O Supremo Tribunal Federal é um dos três poderes da República. E veja, essa diferença é fulcral na nossa argumentação”, disse.

Em seguida, acrescentou: “O Supremo Tribunal Federal tem, infelizmente, desbordado a lei, relativizado a Constituição e aplicado de forma corriqueira o que denomino de ‘jurisprudências de exceção’. Não é por acaso que hoje a sociedade, de maneira quase majoritária, desacredita do Judiciário a partir de sua mais alta Corte”.

A indicação de Messias foi feita pelo presidente Lula (PT) e segue em análise no Senado. Após a sabatina na CCJ, o nome ainda será votado no plenário da Casa, onde precisa de ao menos 41 votos favoráveis para ser aprovado.

Assista ao vídeo da fala de Rogério Marinho:

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