Vorcaro relatou reunião com 10 pessoas na 'casa de ministro'
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

“Inner circle”: Vorcaro relatou reunião com 10 pessoas na ‘casa de ministro’

Dono do Master afirmou que reunião ocorreu “sem ninguém ver ou saber”

CPMI do INSS aprova convocação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo de investigação por fraudes no crédito consignado
Foto: Reprodução

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Por Redação

Mensagens enviadas à namorada e obtidas pela Polícia Federal (PF) indicam que Daniel Vorcaro participou de um encontro reservado, com 10 pessoas, na casa de um ministro. Não é possível saber se o anfitrião integrava o governo federal ou algum dos tribunais superiores.

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O diálogo com Martha Graeff ocorreu em 2 de janeiro de 2025. Por volta das 21h, o dono do Banco Master relatou ter participado de um “inner circle”, expressão em inglês que pode ser traduzida como “círculo íntimo” ou restrito, com cerca de dez pessoas na residência do ministro.

Segundo Vorcaro, a reunião ocorreu de forma discreta: “Foi ótimo ter vindo. Fui em um inner circle com 10 pessoas apenas na casa de um ministro”. Em outro trecho, acrescentou: “Sem ninguém ver ou saber. Me prestigiaram muito e ficaram felizes de eu ter vindo prestigiar”.

As mensagens fazem parte do material analisado pela PF durante a investigação que embasou a 3ª fase da Compliance Zero. Na decisão que autorizou a prisão de Vorcaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master na Corte, apontou indícios de um esquema criminoso que pode envolver integrantes da alta cúpula da República.

Vorcaro foi preso preventivamente, pela 2ª vez, na última quarta (04). Além das suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Master, ele passou a ser investigado por organização criminosa, danos bilionários e possível prática de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

De acordo com a investigação da PF, o banqueiro teria formado uma “milícia privada” para intimidar adversários. O grupo também teria invadido dados sigilosos da PF e de órgãos do Judiciário. Vorcaro teria ainda “contratado” ilegalmente funcionários do BC para prestarem “consultoria”.

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