Vorcaro chama Tanure de “comandante” e cita relógio de R$ 100 mil - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Vorcaro chama Tanure de “comandante” e cita relógio de R$ 100 mil

Conversas apreendidas pela PF indicam troca de presentes e discussões sobre negócios entre empresário e dono do Banco Master

Vorcaro chama Tanure de “comandante” e cita relógio

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Por Redação

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, chamou o empresário Nelson Tanure de “comandante” em mensagens de WhatsApp apreendidas pela Polícia Federal.

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O material foi enviado pela PF ao Congresso Nacional e inclui conversas sobre encontros com autoridades e discussões de negócios. As mensagens também registram troca de declarações de “saudades” entre os dois.

Em um dos diálogos, Tanure agradece um presente enviado por Vorcaro: um relógio da marca suíça Jaeger-LeCoultre.

Segundo as mensagens, o acessório seria do modelo Duómetre, vendido na internet por valores acima de R$ 100 mil.

Conversas sobre negócios

Nas conversas, Tanure também relata planos de investimentos no setor de telefonia.

O conteúdo faz parte do conjunto de mensagens extraídas do celular de Vorcaro durante as investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

Segundo a PF, o material apreendido inclui diálogos que mencionam encontros com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), líderes do Senado, da Câmara dos Deputados, integrantes do governo federal e representantes do setor empresarial.

Investigação da PF

Nelson Tanure foi alvo de busca e apreensão em 14 de janeiro, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero.

A investigação apura suspeitas de manipulação de mercado e fraudes financeiras envolvendo fundos de investimento ligados ao Banco Master.

Na operação, a PF determinou o sequestro e bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens de investigados.

Em relatório, a polícia afirmou haver indícios de que Tanure seria um “sócio oculto do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas”.

Procurado, Tanure afirmou que nunca teve participação societária no Banco Master.

Segundo ele, “nunca foi sócio, controlador ou beneficiário, direto ou indireto, do Banco Master, tendo mantido com a instituição apenas relações comerciais legítimas, como cliente e investidor, nos mesmos moldes em que opera com diversas outras instituições financeiras”.

O empresário tem histórico de participação em companhias de diferentes setores. Entre as empresas nas quais atuou como investidor estão Prio, Gafisa, Light, Dia e Alliança Saúde.

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