Presidente da União Europeia confirmou adiamento da assinatura do acordo
A presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta manhã (19) estar “confiante” em conseguir o apoio necessário para a assinatura do acordo comercial UE-Mercosul.
O tratado, previsto para ser firmado amanhã (20), foi adiado após protestos de agricultores da França e da Itália.
Segundo a agência de notícias Reuters, Von der Leyen comunicou às autoridades do bloco que a assinatura será transferida para janeiro.
“Entramos em contato com nossos parceiros do Mercosul e concordamos em adiar ligeiramente a assinatura”, disse em conversa com jornalistas, sem dar a data, acrescentando estar confiante na maioria necessária para concluir o acordo.
Na quarta (17), Lula (PT) afirmou que, se o acordo não for fechado agora, “o Brasil não fará mais acordo” enquanto estiver no governo.
A França segue como um dos principais opositores do tratado, negociado há mais de 20 anos. Recentemente, Paris passou a defender o adiamento da votação, em vez de bloquear o acordo diretamente.
Para ser aprovado, o tratado precisa do aval de 15 dos 27 países-membros, representando 65% da população da UE. Apesar de o Parlamento Europeu ter aprovado salvaguardas para proteger o setor agrícola europeu, o presidente francês Emmanuel Macron mantém sua posição contrária.
No dia 17, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, reforçou que assiná-lo sem garantias suficientes aos agricultores seria “prematuro” e que só dará aval com “adequadas garantias de reciprocidade”.
Se França e Itália votarem contra, o acordo UE-Mercosul perderá a representatividade exigida, inviabilizando a assinatura.
