Viana coleta assinaturas para CPMI do Master: “Quem não deve, não teme”
Brasília, Sábado, 04 de julho de 2026
Política

Viana coleta assinaturas para CPMI do Master: “Quem não deve, não teme”

Senador Carlos Viana, que presidiu a CPMI do INSS, tomou a iniciativa após a repercussão das denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

O senador Carlos Viana afirmou que a CPMI seguirá com total transparência e previsibilidade
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Por Redação

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) iniciou nesta quarta-feira (13) a coleta de assinaturas para protocolar o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o caso que envolve o Banco Master.

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Em comunicado divulgado nas redes sociais, o parlamentar convocou deputados e senadores a apoiarem a criação da comissão e pediu pressão popular sobre o Congresso Nacional.

“Agora é hora de cada parlamentar mostrar de que lado está”, afirmou Viana. “Pressionem deputados e senadores. Cobrem posicionamento. Cobrem transparência. Cobrem coragem.”

O senador também sugeriu que eventual resistência à CPMI pode representar tentativa de blindagem política dos envolvidos no caso.

“Vamos ver quem defende investigação de verdade e quem prefere blindagem e silêncio. Quem não deve, não teme CPMI”, declarou.

A movimentação ocorre em meio ao avanço das investigações da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), que resultou em prisões, bloqueios de bens e ampliação das apurações sobre operações financeiras ligadas à instituição.

O pedido também surge após a repercussão envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Reportagem do The Intercept Brasil revelou mensagens e áudios atribuídos a Flávio em conversas com Vorcaro sobre repasses destinados à produção do longa-metragem.

Em um dos áudios divulgados pelo site, Flávio cobra um posicionamento do banqueiro diante de atrasos nos pagamentos relacionados ao filme e demonstra preocupação com a possibilidade de inadimplência com profissionais estrangeiros envolvidos na produção.

Após a divulgação do material, o senador confirmou ter buscado financiamento privado para o longa, mas negou irregularidades e afirmou que não houve uso de recursos públicos no projeto.

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