A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) afirmou nesta quinta-feira (2), em entrevista ao Estadão, que uma possível saída da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, do PL poderia ser visto como uma “divisão de grupo, um abandono, mesmo que a vontade dela era só realmente cuidar do marido [Jair Bolsonaro]”. Ela defendeu ser urgente unidade e um olhar atento a fatia feminina do eleitorado.
Após atrito público entre Michelle e o pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a ex-primeira-dama chegou a falar em deixar o partido. Celina e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) entraram em cena para dissuadir Michelle da ideia.
Michelle é pré-candidata ao Senado e é vista como uma figura de forte influência sobre os eleitores do Distrito Federal. Na última eleição, puxou votos para a amiga Damares que saiu vitoriosa ante Flávia Arruda, candidata com apoio de Bolsonaro.
“Como mulher não posso ver um quadro como Michelle Bolsonaro, que construiu uma história com as mulheres do PL no Brasil, falar em desfiliação e a gente não ter um diálogo sobre isso. (…) Ela já não é mais só a esposa do Bolsonaro. O trabalho que ela fez nos últimos dois anos a habilitou a ser um quadro político”, declarou Celina.
A governadora defendeu que a construção da campanha de Flávio deve ser de “unidade” e que é “urgente e não pode ser menosprezada, não pode ser negligenciada”.
“É um voto muito frágil desde a campanha passada, o voto das mulheres. Eu acho que é um ponto de alerta”, avaliou Celina.
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