Viana ameaça condução coercitiva de Vorcaro “se acordo for descumprido”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Viana ameaça condução coercitiva de Vorcaro “se acordo for descumprido”

Presidente da CPMI do INSS alerta dono do Master sobre comparecimento à comissão

CPMI do INSS inicia os trabalhos de 2026 analisando pedidos de informações, quebras de sigilo e o depoimento do presidente do órgão sobre descontos indevidos em benefícios.
Segundo o parlamentar, ficou estabelecido que Vorcaro não ingressará com habeas corpus. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), alertou a defesa do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, de que o descumprimento de um acordo firmado com a comissão poderá resultar em condução coercitiva.

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Segundo o parlamentar, ficou estabelecido que Vorcaro não ingressará com habeas corpus para evitar o depoimento presencial, marcado para o dia 26 de fevereiro, primeira quinta-feira após o Carnaval.

Inicialmente, o empresário era esperado para depor nesta quinta-feira (5). No entanto, após negociação com os advogados, a oitiva foi adiada para o fim do mês. Em troca, a defesa se comprometeu a não apresentar medidas judiciais que impeçam o comparecimento de Vorcaro à comissão.

“Caso o acordo não seja cumprido, utilizarei todos os instrumentos legais que a Constituição me confere, inclusive a condução coercitiva”, disse Viana.

De acordo com o presidente da CPMI, há autorização judicial para que Vorcaro se desloque a Brasília, o que afasta qualquer impedimento legal para o depoimento voluntário. “O não cumprimento do acordo apenas agravaria a situação”, declarou.

Apesar do adiamento da oitiva do empresário, a CPMI manteve a reunião marcada para esta quinta-feira (5). Na ocasião, os parlamentares ouvirão o atual presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior.

Segundo Carlos Viana, o depoimento do gestor é considerado central para os trabalhos da comissão.

“Essa oitiva é fundamental para esclarecer quais medidas estão sendo adotadas hoje para evitar novos descontos irregulares, vazamento de dados e abusos contra aposentados e pensionistas”, afirmou.

A CPMI do INSS investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários, envolvendo contratos sem autorização dos segurados, possível vazamento de dados dentro da Previdência e acesso irregular de instituições financeiras ao sistema do INSS.

Também estão no foco da comissão os juros praticados, o destino dos valores descontados ilegalmente e os mecanismos de controle interno da autarquia.

“O foco da CPMI é objetivo e constitucionalmente definido: descontos irregulares contra aposentados e pensionistas do INSS. Não é uma CPMI do sistema financeiro como um todo nem do Banco Central”, ressaltou o senador.

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