Regime venezuelano afirma que ação é direcionada a facções criminosas que atuam na costa do país
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, anunciou nesta terça-feira (26) o início de uma operação de patrulhamento por ar e mar, com o uso de drones e navios. A medida ocorre em meio às movimentações de embarcações americanas no Caribe e à escalada de tensões na fronteira com a Colômbia, país com o qual a Venezuela divide mais de 2 mil quilômetros.
Na segunda (25), o ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, havia adiantado o destacamento de 15 mil soldados para os estados de Táchira e Zulia, na divisa com a Colômbia, para cobrir 815 km da fronteira.
A ação, sob ordem do ministro, inclui um “corredor aéreo importante, com helicópteros, sistemas de escuta, vigilância e inteligência”. O plano também prevê patrulhamento fluvial no Lago de Maracaibo, no Golfo da Venezuela e na região do Catatumbo, onde grupos criminosos disputam o cultivo de coca.
Cabello não esclareceu se a presença de navios no norte das águas territoriais do país é uma resposta direta à mobilização ordenada pelo governo dos Estados Unidos, que recentemente enviou três navios de guerra, mais de 4 mil fuzileiros e equipamentos justificando uma operação contra o narcotráfico no Caribe, próximo à costa venezuelana.
O ministro venezuelano afirmou que o reforço militar faz parte da Operação Relâmpago do Catatumbo, cujo objetivo é combater grupos armados na fronteira, e que as autoridades temem um fluxo de criminosos fugindo da tensão na Colômbia para a Venezuela.
A preparação, segundo ele, é rápida, pois as forças de segurança “conhecem o território, a geografia e as características dos grupos armados, narcotraficantes e terroristas que tentam atravessar para o lado venezuelano”.
