O presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI), voltou ao centro do debate político nesta quinta-feira (7) após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e ter o nome associado novamente às articulações da direita para 2026.
Nas redes sociais, usuários resgataram declarações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que havia defendido o nome do parlamentar como possível vice em uma eventual candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em entrevista concedida ao SBT em fevereiro deste ano, Valdemar afirmou que Ciro seria um nome “excelente” para integrar a chapa encabeçada por Flávio. À época, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também demonstrava entusiasmo com a composição e chegou a tratar o presidente do Progressistas como “amigo e conselheiro político”, além de mencionar o desejo de formar uma “chapa dos sonhos” com o senador piauiense.
A aproximação entre os dois grupos políticos se intensificou desde o início de 2026. Em janeiro, Ciro Nogueira declarou ver com simpatia a possibilidade de integrar a chapa presidencial, embora tenha ponderado que ainda avaliaria a viabilidade eleitoral da composição.
O cenário ganhou novo contorno após a Polícia Federal cumprir mandado de busca e apreensão na residência do senador nesta quinta. A medida integra a quinta fase da operação Compliance Zero, investigação que apura supostos desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master.
A decisão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Segundo a fundamentação apresentada no processo, os investigadores apontam Ciro Nogueira como suposto “destinatário central” de vantagens financeiras atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
