A pedido da defesa de Daniel Vorcaro, a CPMI do INSS decidiu adiar sua convocação para depois do Carnaval, com o compromisso de que o banqueiro colabore com as investigações e não entre com habeas corpus preventivo para permanecer calado.
O pedido foi feito pelo advogado Roberto Podval, que alegou pouco tempo para planejar a ida de Vorcaro a Brasília, considerando que ele está de tornozeleira eletrônica e que todo deslocamento precisa ser autorizado por Dias Toffoli.
O tema foi debatido pelo ministro com o senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS.
A audiência estava marcada para esta quinta-feira 5 e ainda não há uma nova data. Este site apurou que, na conversa com Viana, Toffoli ressaltou que o depoimento do banqueiro deve se limitar ao consignado, que é objeto da nova fase da investigação parlamentar.
Nesse sentido, a oposição planeja aprovar na próxima sessão o requerimento de convocação de Augusto Lima, o ex-sócio petista de Vorcaro, responsável pelo Credcesta. Hoje, está claro que Lima, ligado ao PT, era quem coordenava toda a operação do consignado no Master.
ACESSO AO INQUÉRITO
Relator do inquérito do caso Master, o ministro também alinhou com Viana o acesso controlado aos dados da investigação, evitando que CPMI peça acesso através de André Mendonça, que é o relator do inquérito do INSS. Toffoli alertou que não “tolerará interferência”.
