O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acaba de decretar a prisão preventiva de Léo Índio. A decisão atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
No pedido de prisão, Gonet argumentou que “ao se evadir para a Argentina, Leonardo Rodrigues de Jesus deliberadamente descumpriu medida cautelar alternativa à prisão, a evidenciar sua insuficiência, o descaso com a aplicação da lei penal e desrespeito às decisões emanadas pelo Supremo Tribunal Federal”.
Recentemente, a defesa confirmou que ele está na Argentina e que formalizou um pedido de refúgio no país. O STF deve solicitar a extradição do primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Léo Índio é réu por participação nos atos de 8 de Janeiro. Como medida cautelar para impedir uma possível fuga, seus passaportes foram cancelados no processo, mas o documento não é exigido para cruzar fronteiras entre países do Mercosul.

Na semana passada, a Primeira Turma do STF negou recurso da defesa de Léo Índio e decidiu manter a decisão de abrir uma ação penal contra ele por participação nos atos.
Ele é réu por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração de patrimônio tombado.
