União Brasil planeja romper com governo Lula e mira candidatura própria em 2026 - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

União Brasil planeja romper com governo Lula e mira candidatura própria em 2026

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Por Isac Mascarenhas

Com a eleição de 2026 no horizonte, o vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, anunciou a intenção do partido de romper com o governo Lula. A sigla, que hoje ocupa os ministérios do Turismo, Comunicação e Integração, busca se desvincular do PT. “Não faz sentido ocupar cargos no governo”, declarou Neto em entrevista ao jornal O Globo. Ele afirmou que defenderá a saída de membros do partido de cargos na gestão petista, destacando que o projeto político do União Brasil é oposto ao do governo.

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ACM Neto rejeitou a possibilidade de neutralidade nas próximas eleições e enfatizou a necessidade de uma candidatura própria. “É preciso afirmar a postura de oposição ao projeto do PT”, declarou. O vice-presidente, alinhado ao presidente do partido, Antônio Rueda, defendeu a construção de uma chapa competitiva para 2026, com preferência por um nome de centro ou direita capaz de enfrentar o presidente Lula.

Sobre a possibilidade de aliança com Jair Bolsonaro, Neto reconheceu o peso político do ex-presidente, considerado “inquestionável”, e sinalizou que ele poderá integrar a construção de uma chapa. Questionado sobre preferências entre Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro, nomes ventilados pelo PL, Neto evitou personalizar a discussão.

Hoje, o União Brasil apresenta o governador Ronaldo Caiado como nosso nome”, afirmou.

O dirigente defendeu uma candidatura que una diferentes grupos da centro-direita, argumentando que a rejeição a Bolsonaro, e não o apoio ao PT, definiu o resultado das eleições de 2022. “O mais importante é encontrar um candidato viável, sem um teto de votos”, informou.

Apesar da postura de oposição ao PT no cenário nacional, ACM Neto abriu espaço para alianças com o partido em disputas estaduais, caso a conjuntura local justifique. “A depender da equação, é preciso respeitar”, ponderou.

 

 

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