União Brasil convoca reunião para expulsar ministro de Lula - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

União Brasil convoca reunião para expulsar ministro de Lula

Celso Sabino ignora ultimato do União Brasil e afirma que seguirá no Ministério do Turismo até 2026, com apoio de Lula e foco na COP30
Celso Sabino ignora ultimato do União Brasil e afirma que seguirá no Ministério do Turismo até 2026, com apoio de Lula e foco na COP30

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Por Claudio Dantas

O União Brasil decidiu convocar reunião emergencial da Executiva Nacional para deliberar sobre a expulsão de Celso Sabino, ministro do Turismo. A decisão foi tomada por ato de infidelidade partidária, após Sabino não cumprir ultimato dado pela cúpula da legenda para desembarque do governo Lula.

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Nas redes, Ronaldo Caiado disse que “após tratativas com o presidente Antonio de Rueda, comunico que está decidida a realização, na próxima quarta-feira, dia 08/10, de reunião da Executiva Nacional do União Brasil para decidir a expulsão do Deputado Celso Sabino por reiterada infidelidade partidária”.

“Na ocasião, também decidiremos a dissolução do Diretório do Pará, com a consequente reestruturação do partido nos municípios daquele Estado, a fim de que o União Brasil seja comandando por quem realmente se posiciona contra o Governo do PT e luta contra a venezuelização do nosso País.”

Desde 18 de setembro, quando a Executiva Nacional determinou que todos os filiados deixassem seus cargos na Esplanada em 24 horas, o ministro vinha postergando sua saída. Chegou a entregar uma carta de renúncia, mas atendeu a um pedido de Lula para permanecer durante a agenda da COP30 em Belém. A demora levou a direção do União a abrir um processo disciplinar.

Sabino vinha ganhando tempo de olho nas eleições de 2026. Pré-candidato ao Senado, ele vê na COP30 e no Círio de Nazaré, maior evento religioso do Pará, vitrines importantes para sua projeção. No estado, o governador Helder Barbalho (MDB) desponta como favorito a uma das vagas, enquanto a segunda deve ser disputada entre Sabino e o presidente da Assembleia Legislativa, Chicão (MDB).

Integrantes da sigla afirmam que a permanência prolongada enfraquecia a autoridade da Executiva Nacional, incentivando outros filiados a desrespeitarem ordens internas.

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