O União Brasil decidiu convocar reunião emergencial da Executiva Nacional para deliberar sobre a expulsão de Celso Sabino, ministro do Turismo. A decisão foi tomada por ato de infidelidade partidária, após Sabino não cumprir ultimato dado pela cúpula da legenda para desembarque do governo Lula.
Nas redes, Ronaldo Caiado disse que “após tratativas com o presidente Antonio de Rueda, comunico que está decidida a realização, na próxima quarta-feira, dia 08/10, de reunião da Executiva Nacional do União Brasil para decidir a expulsão do Deputado Celso Sabino por reiterada infidelidade partidária”.
“Na ocasião, também decidiremos a dissolução do Diretório do Pará, com a consequente reestruturação do partido nos municípios daquele Estado, a fim de que o União Brasil seja comandando por quem realmente se posiciona contra o Governo do PT e luta contra a venezuelização do nosso País.”
Desde 18 de setembro, quando a Executiva Nacional determinou que todos os filiados deixassem seus cargos na Esplanada em 24 horas, o ministro vinha postergando sua saída. Chegou a entregar uma carta de renúncia, mas atendeu a um pedido de Lula para permanecer durante a agenda da COP30 em Belém. A demora levou a direção do União a abrir um processo disciplinar.
Sabino vinha ganhando tempo de olho nas eleições de 2026. Pré-candidato ao Senado, ele vê na COP30 e no Círio de Nazaré, maior evento religioso do Pará, vitrines importantes para sua projeção. No estado, o governador Helder Barbalho (MDB) desponta como favorito a uma das vagas, enquanto a segunda deve ser disputada entre Sabino e o presidente da Assembleia Legislativa, Chicão (MDB).
Integrantes da sigla afirmam que a permanência prolongada enfraquecia a autoridade da Executiva Nacional, incentivando outros filiados a desrespeitarem ordens internas.
