Putin ameaça força militar se tropas não recuarem
Vladimir Putin elevou a pressão nas negociações de paz nesta quinta-feira (27), ao condicionar o fim dos combates à retirada ucraniana das regiões ocupadas pela Rússia, como Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
A declaração, feita durante visita ao Quirguistão, contrasta com o otimismo da Casa Branca sobre o plano americano de Donald Trump, reduzido de 28 para 19 pontos após ajustes com Kiev.
O esboço inicial dos EUA, baseado no documento russo de outubro, previa reconhecimento das anexações, limites ao Exército Ucraniano em 600 mil soldados e veto à Otan, mas foi alterado para incluir US$ 100 bilhões em ativos russos para pesados. Zelensky sinalizou prontidão para discutir pontos sensíveis com Trump, enfatizando que as decisões de segurança devem envolver a Ucrânia e a Europa, enquanto a Casa Branca afirma que restam “detalhes não intransponíveis”. Trump retirou o prazo da Ação de Graças para aceitar e enviará Steve Witkoff para Moscou na próxima semana.

Putin rejeitou contrapropostas europeias e ameaçou a força militar se Kiev não recuar, preferindo a versão original do plano com a participação do seu negociador Kirill Dmitriev. O chanceler russo Sergei Lavrov criticou mudanças em relação ao encontro Trump-Putin no Alasca, que sinalizava o reconhecimento da Crimeia e recuava no Donbass.
Apesar do progresso, Moscou ocupa cerca de 20% do território ucraniano desde 2022, com milhares de mortos e milhões de deslocados.
