Presidente dos EUA destaca que conflito se arrasta há quatro anos e alerta para capacidade nuclear americana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (27) que o líder russo, Vladimir Putin, deveria focar em encerrar o conflito na Ucrânia, em vez de realizar testes de mísseis nucleares.
Trump fez as declarações a repórteres durante viagem oficial, ressaltando que os EUA possuem capacidade nuclear estratégica suficiente para responder a qualquer provocação.

Submarinos nucleares e o aviso americano
O alerta ocorre após a Rússia anunciar no domingo (26) o teste bem-sucedido do míssil de cruzeiro Burevestnik, com capacidade nuclear e autonomia declarada de 14 mil quilômetros, considerado pelo Kremlin praticamente indetectável por sistemas de defesa.
Trump minimizou o alcance do teste, lembrando que os Estados Unidos têm submarinos nucleares posicionados na costa russa, capazes de atingir alvos estratégicos. “Eles sabem que temos um submarino nuclear, o maior do mundo, bem na costa deles. Ele não precisa percorrer 12.800 quilômetros”, disse o presidente americano.
Em tom crítico, Trump acrescentou que Putin deveria priorizar o fim do conflito que já dura quase quatro anos. “Não acho apropriado que Putin diga que deveríamos acabar com a guerra, a guerra que deveria ter terminado em uma semana já está em seu quarto ano. Isso é o que eles deveriam fazer em vez de testar mísseis”, afirmou.
O líder americano reforçou que os Estados Unidos não estão dispostos a subestimar a Rússia, mas também deixaram claro que não pretendem se intimidar com os testes nucleares russos. “Eles não estão brincando conosco e nós também não estamos brincando com eles”, completou.
Desde 2018, Putin tem promovido o Burevestnik como resposta às iniciativas americanas, como o desenvolvimento do escudo de defesa antimísseis e a ampliação da aliança da Otan, especialmente após a retirada unilateral dos EUA do Tratado de Mísseis Antibalísticos.
Questionado sobre possíveis novas sanções à Rússia, Trump desconversou: “Vocês descobrirão”, indicando que medidas econômicas adicionais podem ser adotadas caso o Kremlin continue adiando a resolução do conflito na Ucrânia.
O presidente americano também comparou a dificuldade de encerrar a guerra na Ucrânia com outros conflitos recentes, afirmando que encontrar a paz na região tem sido mais complexo do que nos casos de Gaza ou da Índia com o Paquistão, destacando a gravidade da situação no continente europeu.
