Trump sugere criar conselho internacional paz em Gaza
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Alerta: Trump sugere criar conselho internacional, com renúncia do Hamas e entrega de reféns

Trump e Netanyahu anunciam plano de 21 pontos para cessar-fogo em Gaza
Trump e Netanyahu anunciam plano de 21 pontos para cessar-fogo em Gaza

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Por Isac Mascarenhas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (29) um plano de 21 pontos para o cessar-fogo e o fim da guerra em Gaza, após uma reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca. Netanyahu declarou apoio total à proposta, que busca não apenas encerrar o conflito, mas também avançar em direção à paz no Oriente Médio.

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“Eu acredito que hoje estamos dando um passo crítico para acabar com a guerra em Gaza e preparando o terreno para avançar na paz no Oriente Médio. Eu apoio o seu plano para acabar a guerra em Gaza”, afirmou Netanyahu, que também prometeu que a solução trará de volta todos os reféns.

Trump afirmou estar otimista, dizendo estar “ouvindo” que o Hamas também tem interesse em resolver a questão, mas fez uma advertência ao grupo terrorista. “Se o Hamas recusar o acordo… Israel terá meu total apoio para fazer o que for preciso para destruir o Hamas”. Netanyahu reforçou a ameaça, indicado que “isso pode se dar de um jeito fácil ou do jeito difícil.”

Plano de Trump para cessar fogo em Gaza inclui troca de reféns, desmilitarização do território e conselho chefiado pelos EUA
Plano de Trump para cessar fogo em Gaza inclui troca de reféns, desmilitarização do território e conselho chefiado pelos EUA

Horas antes da coletiva de imprensa, a Casa Branca divulgou um plano que prevê medidas imediatas para encerrar os combates e uma estrutura de governança temporária para a Faixa de Gaza.

  • Cessar-fogo permanente e imediato;
  • Libertação de todos os reféns ainda mantidos em Gaza (vivos ou mortos) em 48 horas. Em troca, Israel libertaria mais de 1.000 prisioneiros palestinos, incluindo condenados à prisão perpétua, e devolveria restos mortais de pessoas de Gaza;
  • Retirada gradual das Forças de Defesa de Israel (FDI) do conflito e desmilitarização de Gaza;
  • Integrantes do Hamas que concordarem com o plano seriam anistiados;
  • Gaza seria governada temporariamente por um comitê palestino de transição, tecnocrático e apolítico, formado por especialistas internacionais e palestinos qualificados, sem participação do Hamas e da Autoridade Palestina.
  • Este comitê será supervisionado por um novo órgão chamado “Conselho da Paz”, que será presidido pelo próprio Trump — a pedido de líderes árabes e israelenses, segundo o americano — e incluirá o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
  • O Conselho da Paz definirá a estrutura e o financiamento para a reconstrução de Gaza, até que a Autoridade Palestina conclua seu programa de reformas e possa reassumir o controle do território de forma segura.

Trump usou a coletiva para criticar o crescente apoio internacional à solução de dois Estados. O presidente americano também mencionou que os ataques de Israel que destroem mesquitas e hospitais são “uma maneira terrível de lutar”.

O anúncio do plano ocorre dias depois de Netanyahu ter sido vaiado na Assembleia Geral da ONU, quando dezenas de delegações, incluindo a do Brasil, deixaram o plenário em protesto a guerra.

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