O presidente dos EUA, Donald Trump, inaugurou nesta tarde (19) o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza. Durante evento realizado em Washington, o republicano anunciou que o governo americano contribuirá com US$ 10 bilhões para a reconstrução do enclave palestino.
“Acho que nunca houve nada mais potente e prestigioso”, declarou Trump na abertura, acrescentando: “O que estamos fazendo é muito simples: paz. Chama-se ‘Conselho de Paz’ e baseia-se em uma palavra fácil de dizer, mas difícil de concretizar”.
Além dos EUA, diversos países-membros do conselho se comprometeram a aportar mais de US$ 7 bilhões para Gaza. Trump disse que nações que ainda não aderiram ao projeto “estão jogando um pouco”, mas se mostrou confiante de que China e Rússia irão se envolver em breve.
Alemanha, Reino Unido, Noruega, Itália e outros países europeus participam como observadores. A Comissão Europeia também esteve presente, enquanto o Brasil ainda não respondeu oficialmente ao convite de Trump.
Aliados dos EUA no Oriente Médio confirmaram participação no Conselho da Paz, mas parceiros ocidentais permanecem cautelosos. Entre os membros do conselho estão Israel, Argentina, Arábia Saudita, Egito, Catar, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Marrocos, Turquia e Emirados Árabes Unidos.
O Vaticano anunciou em 17 de fevereiro que não participará do órgão de Trump, defendendo que a ONU deve liderar a resolução de crises globais. Inicialmente voltada a Gaza, a iniciativa americana poderá tratar, de acordo com o presidente dos EUA, de outros conflitos mundiais no futuro.
Trump e Irã
Durante a reunião do Conselho da Paz, Trump comentou sobre as negociações nucleares com o Irã. Ele pediu que Teerã faça um “acordo significativo” com os EUA ou “coisas ruins acontecerão”.
O republicano alertou que “pode ter que ir um passo além” e que uma decisão sobre ação militar contra o Irã pode ocorrer “nos próximos 10 dias”.

