Empresários, políticos e criminosos formam “tríade” de corrupção que ameaça setores estratégicos
Durante o programa ALive nesta sexta-feira (28), o apresentador Claudio Dantas afirmou que escândalos recentes demonstram a existência de uma “tríade” formada por empresários corruptos, políticos e criminosos de facções criminosas.
O comentário foi feito no contexto do caso envolvendo o empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit, alvo de megaoperação ontem (27) por sonegação de até R$ 26 bilhões.
Dantas criticou práticas reiteradas de sonegação fiscal e negou que Magro seja “herói” por sonegar. “Nós todos somos contra impostos, tributos, o peso do Estado em cima do cidadão. Mas nesse caso específico você tem uma situação em que o empresário se utiliza de práticas reiteradas de sonegação para quebrar os setores formais, ou seja, para quebrar os empresários que trabalham corretamente”, afirmou o jornalista.
O apresentador do ALive também destacou a diferença entre atuação política legítima e ilegalidade: “Uma coisa é a gente trabalhar no Congresso para reduzir esses impostos, pressionar o Executivo, eleger um presidente que coloque um ministro da Fazenda que seja antítese do Haddad, alguém que realmente queira retirar impostos e não aplicar mais. Outra coisa é se utilizar das lacunas legais e até violando a lei para quebrar aqueles que trabalham bem”.
Dantas alertou que essas práticas abrem espaço para o crime organizado, corrupção e dificultam a fiscalização. Ele também ressaltou a vulnerabilidade do setor de combustíveis, considerado estratégico para o país.
“Então tem que ter, realmente, uma atenção especial. Porque se você permite que o crime organizado controle o setor de combustíveis, e, como a gente sabe, e a gente está nessa discussão da classificação das facções como organizações terroristas, se a gente já viu PCC, Comando Vermelho, paralisando um estado, uma cidade, um bairro, queimando ônibus, parando o metrô, vocês imaginam ele controlando toda a logística do país. Então isso precisa ser combatido de forma brutal pelo Estado”, afirmou.
“Não é uma, duas operações, não. Tem que ser mil operações”, salientou o jornalista sobre o combate aos narcoterroristas e corruptos. “Tem que limpar, tem que sanear, realmente, o setor. Não é só uma questão de ‘ah, eu quero colocar uma gasolina que não seja batizada’, é lógico que eu quero. Mas tem que ser muito mais do que isso. Tem que ser realmente uma questão estratégica”.
ASSISTA AO PROGRAMA DE HOJE:
