TRE-SP derruba uma das condenações de Pablo Marçal, mas coach segue inelegível
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

TRE-SP derruba uma das condenações de Pablo Marçal, mas coach segue inelegível

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu por unanimidade, nesta quinta-feira (6), aceitar o recurso apresentado pela defesa do influenciador e coach Pablo Marçal (PRTB) e rejeitar uma ação que o tornava inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu por unanimidade, nesta quinta-feira (6), aceitar o recurso apresentado pela defesa do influenciador e coach Pablo Marçal (PRTB) e rejeitar uma ação que o tornava inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. Foto: TRE-SP

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Por Redação

Tribunal acatou recurso da defesa, mas outra ação ainda impede o influenciador de disputar eleições

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu por unanimidade, nesta quinta-feira (6), aceitar o recurso apresentado pela defesa do influenciador e coach Pablo Marçal (PRTB) e rejeitar uma ação que o tornava inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024.

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Apesar da vitória parcial, Marçal continua inelegível em razão de outro processo ainda em curso.

Ação envolvia promessa de vídeos em troca de doações

O processo julgado pelo TRE-SP foi movido pelo PSB e pela coligação de Guilherme Boulos (PSOL), adversário de Marçal na disputa pela prefeitura de São Paulo.

A ação acusava o influenciador de oferecer gravações de vídeos em apoio a candidatos a vereador em troca de doações para sua campanha.

Em um vídeo publicado em setembro de 2024, Marçal dizia: “Você conhece alguém que queira ser vereador e é candidato? Essa pessoa vai mandar um Pix para a minha campanha, de doação, Pix de R$ 5 mil. Fez essa doação, eu mando o vídeo.”

Em fevereiro deste ano, o coach havia sido condenado em primeira instância e declarado inelegível por oito anos, por abuso de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação e captação ilícita de recursos.

O juiz Cláudio Langroiva Pereira, relator do recurso, reconheceu que o vídeo tinha conteúdo irregular, mas considerou que as provas apresentadas eram insuficientes para manter a condenação.

“Embora o vídeo da campanha contenha a proposta ilícita, os elementos probatórios não foram suficientes para demonstrar a amplitude da divulgação e o volume de recursos efetivamente movimentados”, afirmou o magistrado.

A decisão destacou ainda que a defesa comprovou a devolução dos valores recebidos via Pix.

Mesmo com a anulação dessa condenação, Marçal segue inelegível.
Mesmo com a anulação dessa condenação, Marçal segue inelegível. Foto: Reprodução

Mesmo com a anulação dessa condenação, Marçal segue inelegível. Em outro processo, também movido pelo PSB, ele é acusado de montar um esquema de divulgação de “cortes” de vídeos nas redes sociais, com pagamento a apoiadores para impulsionar conteúdo favorável à sua campanha, em troca de brindes e prêmios em dinheiro.

Nesse caso, o juiz acolheu parcialmente o recurso da defesa: retirou as acusações de captação ilícita de recursos e abuso de poder econômico, mas manteve a condenação por uso indevido dos meios de comunicação social, o que, por si só, mantém a inelegibilidade.

O julgamento dessa ação foi suspenso após pedido de vista do juiz Régis de Castilho e será retomado em 4 de dezembro.

Procurado por meio de sua assessoria, Pablo Marçal não se manifestou até a publicação desta matéria.

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