Transparência Internacional pede afastamento de Toffoli
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Transparência Internacional pede afastamento de Toffoli

Organização cita conversas com Vorcaro e cobra investigação do relator do caso Banco Master

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Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A organização Transparência Internacional defendeu o afastamento e a investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, relator do caso Banco Master, após a Polícia Federal apontar indícios de suspeição.

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Em nota divulgada nesta quinta-feira (12), a entidade relacionou as revelações sobre conversas entre Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro ao Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, que manteve o Brasil na 107ª posição, pior resultado da série histórica.

“Junto ao IPC 2025 recém-lançado, reiteramos nossas denúncias e recomendamos que Toffoli seja afastado e investigado”, afirmou a organização.

A Transparência Internacional também mencionou que é alvo de investigação determinada por Toffoli. A entidade classificou o caso como “tentativa de criminalização” e declarou: “Apesar da Procuradoria-Geral da República (PGR) ter promovido o arquivamento do inquérito por total falta de provas e de competência de Toffoli, o ministro ignorou a posição da PGR e mantém aberto o inquérito até hoje (sic).”

A pressão sobre o ministro aumentou após a Polícia Federal acessar o celular de Vorcaro e identificar trocas de mensagens com o magistrado. Segundo o portal UOL, a PF teria encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, manifestação mencionando o artigo do regimento interno sobre suspeição.

Em resposta, o gabinete de Toffoli afirmou que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações” e sustentou que “a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil.”

O relatório da PF está sob sigilo, mas trechos foram divulgados pela imprensa. À CNN Brasil, fontes da investigação afirmaram que há mensagens mencionando pagamentos de ao menos R$ 20 milhões de Vorcaro à empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio.

Sobre a participação societária, o gabinete citou a Lei Orgânica da Magistratura e afirmou que “o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.”

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