Toffoli diz que prisão de cunhado de Vorcaro é “imprescindível” - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Toffoli diz que prisão de cunhado de Vorcaro é “imprescindível”

Ministro cobra PF após mandado não ser cumprido e fixa prazo de 24 horas para explicações

Toffoli afirma que prisão de Fabiano Zettel é essencial para investigação do Banco Master e cobra explicações da PF.
Toffoli afirma que prisão de Fabiano Zettel é essencial para investigação do Banco Master e cobra explicações da PF.

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Por Redação

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a prisão do empresário Fabiano Zettel é “imprescindível” para o andamento das investigações sobre irregularidades envolvendo o Banco Master.

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Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, que teve as atividades encerradas após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do banco, no contexto de apurações sobre possível fraude estimada em R$ 12,2 bilhões em operação com o Banco Regional de Brasília.

Na decisão, Toffoli afirmou que a detenção temporária de Zettel “está justificada em fatos contemporâneos e mostra-se adequada à gravidade concreta dos crimes investigados, às circunstâncias do fato e às condições pessoais referidas nos autos”.

O ministro criticou a demora da Polícia Federal em cumprir o mandado e determinou que os bens apreendidos na operação permaneçam lacrados na sede do STF. Toffoli deu prazo de 24 horas para que o diretor-geral da PF explique por que a ordem judicial não foi executada na terça-feira, conforme determinado pela Corte.

No pedido de prisão, a PF informou que Zettel tinha passagem marcada para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na madrugada desta quarta-feira (14). Segundo o despacho, “o embarque do investigado constitui oportunidade única a propiciar a obtenção de elementos que corroborem, ainda mais, sua participação nos delitos investigados, além da materialidade de outros delitos sobre os quais sobre ele já recaem suspeitas de autoria”.

A PF foi procurada para comentar as declarações do ministro, mas não respondeu até a publicação.

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