TCU manda INSS suspender concessões de crédito consignados
Brasília, Quarta, 17 de junho de 2026
Justiça

TCU manda INSS suspender concessões de crédito consignados

Decisão cita vazamento de dados e contratos irregulares

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Por Redação

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ontem (29) a suspensão imediata de novas concessões de crédito nas modalidades “cartão de crédito consignado” e “cartão consignado de benefício” do INSS. Também foi suspenso temporariamente os empréstimos pessoais consignados.

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A medida foi determinada pelo ministro-substituto Marcos Bemquerer Costa, relator de processo que apura possíveis fraudes e vazamento de dados de beneficiários.

Segundo o ministro, foram identificados acessos recorrentes a informações de segurados, falhas no monitoramento e uma série de irregularidades. Entre os problemas apontados estão contratos em nome de pessoas falecidas, empréstimos para menores sem autorização judicial e depósitos em contas de terceiros.

Em seu voto, Costa afirmou haver “indícios de precariedade da fiscalização exercida pelo INSS” e um “grave cenário de vulnerabilidade sistêmica”. “Entendo insuficiente que esta Corte apenas acompanhe a implementação dos referidos controles”, declarou.

Auditoria da AudBenefícios apontou que a Diretoria de Benefícios do INSS conta com apenas 4 servidores para supervisionar 65,35 milhões de contratos, o que compromete a fiscalização.

A suspensão das modalidades de cartão consignado valerá até decisão final do TCU sobre o caso. Já os empréstimos pessoais ficam interrompidos até a implementação efetiva de controles e travas de segurança no sistema eConsignado.

O TCU também determinou que a Dataprev priorize melhorias na segurança dos sistemas. INSS e Dataprev terão 45 dias para apresentar relatório com medidas adotadas.

Além disso, foi autorizada inspeção presencial no Ministério da Previdência, no INSS e na Dataprev para avaliar controles, quantificar irregularidades e identificar possíveis conflitos de interesse.

O Banco Central, o INSS e a Dataprev também deverão apresentar, em até 30 dias, alternativas para aprimorar a fiscalização, diante das limitações impostas pelo sigilo bancário.

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