Tarifaço dos EUA divide Congresso; decisão contra PCC e CV favorece Flávio
Brasília, Terça, 28 de julho de 2026
Política

Tarifaço dos EUA divide Congresso; decisão contra PCC e CV favorece Flávio

Ranking dos Políticos mostra que segurança pública é vista como principal ativo eleitoral da oposição

Gerp: Flávio e Lula aparecem tecnicamente empatados no 2º turno
Montagem: Agência Senado e Divulgação/PR

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Por Redação

Deputados e senadores estão divididos sobre os efeitos das decisões recentes dos EUA envolvendo o Brasil na disputa presidencial deste ano, de acordo com pesquisa do Ranking dos Políticos divulgada na segunda-feira (27). O tarifaço racha a avaliação do Congresso, enquanto a classificação do PCC e do CV como terroristas é vista como uma vantagem eleitoral para a oposição.

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Na Câmara, 45,5% dos parlamentares avaliam que o aumento das tarifas contra produtos brasileiros beneficia mais Flávio, enquanto 40% apontam vantagem para Lula. No Senado, houve empate: 39,3% acreditam que a medida beneficia o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e 39,3% avaliam que favorece o petista.

A divisão acompanha o posicionamento ideológico. Parlamentares de esquerda apontam maior benefício para Lula, enquanto os de direita avaliam que a medida favorece a oposição. No centro, o cenário também é dividido: na Câmara, 48,4% consideram que o impacto pesa mais para Flávio. No Senado, 35,7% avaliam que favorece Lula.

Já na pauta da segurança pública, a decisão dos EUA de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas é apontada como um dos temas com maior potencial eleitoral para a oposição. Na Câmara, 73,6% dos deputados avaliam que a medida beneficia Flávio na disputa presidencial de 2026. No Senado, o percentual chega a 78,6%.

Segundo o Ranking dos Políticos, nenhum outro tema pesquisado teve percepção tão favorável à oposição quanto a segurança pública. O levantamento mostra ainda que parlamentares de esquerda também apontaram que a decisão pode beneficiar Flávio Bolsonaro: 11,5% na Câmara e 28,6% no Senado.

“O levantamento evidencia que a política externa deixa de ser apenas um tema diplomático e passa a ser lida sob a ótica eleitoral. Quando a pauta envolve comércio exterior e tarifas, o Congresso se divide entre as narrativas do governo e da oposição. Mas quando o foco é o combate ao crime organizado, essa divisão diminui significativamente e surge uma percepção majoritária de que a agenda da segurança continua sendo o principal patrimônio político da direita para 2026”, destacou Juan Carlos Arruda, diretor-geral do Ranking dos Políticos.

A pesquisa inédita do Ranking dos Políticos foi realizada entre os dias 1º e 10 de julho com 112 deputados federais de 16 partidos e 28 senadores de 11 partidos. O levantamento ouviu integrantes da base governista, oposição e independentes, respeitando a proporcionalidade das bancadas.

A margem de erro é de 6,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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