Tarcísio me surpreendeu, de novo - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Tarcísio me surpreendeu, de novo

O sucesso do modelo de Desestatização usado por Tarcísio na Sabesp
O sucesso do modelo de Desestatização usado por Tarcísio na Sabesp

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Por Claudio Dantas

MODELO DE PRIVATIZAÇÃO DE TARCÍSIO AMPLIOU INVESTIMENTO, BAIXOU TARIFA E REDUZIU POLUIÇÃO

Fui contra a privatização da Sabesp e disse isso a Tarcísio de Freitas na ocasião. Meus argumentos eram sólidos: a empresa dava lucro, avançava sem grandes problemas nas metas de saneamento e sua venda apenas acabaria por transferir o monopólio estatal de um ativo estratégico (água) para mãos privadas. “Em breve, o consumidor vai ter de pagar mais”, afirmei.

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O governador explicou que estava modelando uma desestatização inédita, com controles rígidos e me garantiu que a tarifa iria cair em pouco tempo. “Conversa de político”, pensei. Eis que hoje leio na Gazeta do Povo uma reportagem detalhada sobre como, sem alarde, a Sabesp já virou um dos principais marcos da gestão Tarcísio em São Paulo e referência internacional em saneamento.

“Após a desestatização houve redução média de 0,6% nas tarifas dos usuários atendidos pela Sabesp. A diminuição fez parte das alterações no contrato de concessão e passou a valer em agosto de 2024. Pelas novas regras, clientes residenciais comuns tiveram desconto de 1% na conta; comerciais e industriais, de 0,5%; e famílias vulneráveis, de 10%. Sobre o valor final incidem ainda correções monetárias”, diz o jornal.

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MANCHA DE POLUIÇÃO SE REDUZIU

O que mais chama atenção é que a queda nas tarifas ocorreu ao mesmo tempo em que a nova gestão privada investiu R$ 4,44 bilhões (30% do valor da venda) na expansão do saneamento, dobrando a quantidade de domicílios com coleta e tratamento de esgoto, ou seja, 1,8 milhão de residências — em média 5 milhões de pessoas.

O impacto no primeiro ano? uma redução de 30 quilômetros na mancha de esgoto do rio Tietê. “Em 2029, vamos concluir toda a retirada de esgoto gerado na região metropolitana de São Paulo”, diz Samanta Souza, diretora-executiva de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Sabesp.

Segundo ela, desde 1992, quando começou o projeto de despoluição do rio, o avanço médio do atendimento foi de 1% ao ano. Agora, a meta é aumentar para 7% ao ano, com a ampliação das estações de tratamento. “As sanções do contrato são pesadíssimas se a Sabesp não entregar a universalização do saneamento básico. Não tem muita opção, nós vamos entregar”, diz. Serão investidos R$ 70 bilhões em cinco anos.

DIVIDENDOS FINANCIAM TARIFA SOCIAL

Apesar da gestão privada, o governo paulista mantém 18% de participação na companhia e os dividendos obtidos com a operação abastecem o Fundo de Apoio à Universalização do Saneamento (FausP), que serve como amortecedor financeiro, evitando justamente que os investimentos se traduzam em aumento de tarifa.

“O fundo é desenhado para segurar reajustes e financiar descontos nas contas de água e esgoto, assegurando que as tarifas da companhia fiquem abaixo do que seriam praticadas no modelo estatal”, destaca a reportagem, ressaltando que o modelo permitiu a Tarcísio lançar em julho deste ano a Tarifa Social Paulista, que garante até 78% de desconto na conta de famílias do Cadastro Único, com renda até um quarto do salário mínimo.

A tendência é que a tarifa possa baixar ainda mais, após a universalização, já sem a pressão dos investimentos. Que sirva de exemplo para o resto do país e especialmente para o governo hiperpopulista de Lula, que insiste em expandir indefinidamente o assistencialismo, cobrando cada vez mais impostos da classe média para bancá-lo.

 

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