Tarcísio: 'Se desfile não foi propaganda, o que será então?'
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Tarcísio: ‘Se desfile não foi propaganda antecipada, o que será então?’

Em vídeo, governador de SP diz que faltaram as alas do Petrolão, do Mensalão e da Farra do INSS

Tarcísio: 'Se desfile não foi propaganda antecipada, o que será então?'
Foto: Reprodução/Redes sociais

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o governador de São Paulo (SP), Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou o desfile eleitoreiro da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula (PT) no último domingo (15), na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro (RJ).

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Tarcísio relembrou, na gravação, a postura do TSE nas eleições de 2022, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi declarado inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao se reunir com embaixadores e questionar a urna eletrônica.

“Se o desfile de ontem não foi propaganda antecipada, o que será então?”, indagou o governador de SP.

“Por que não haverá o mesmo rigor agora? E não havendo, quão elásticas serão as interpretações a partir desse momento”, acrescentou.

“No samba-enredo, havia um refrão com trecho do jingle usado pelo PT em quase todas as campanhas. Além disso, menções a campanhas do atual governo com direito a entrada do mandatário na avenida”, continuou Tarcísio durante o vídei.

O governador também criticou a postura do governo petista sobre grandes escândalos de corrupção, citando Petrolão, Mensalão e a Farra do INSS. “O Estado sobre o PT tá capturado. Cuida das pessoas e não constrói as bases para o desenvolvimento consistente. Aliás, todos sentimos falta do desfile de algumas alas”, afirmou.

“A ala dos ‘Correios faliram e o Lula não viu’, ou quem sabe a ala ‘de pai para filho’ [em referência ao suposto envolvimento de Lulinha no caso do INSS], a ala ‘de volta à cena do crime’ [frase dita por Geraldo Alckmin, quando era opositor a Lula] ou a ‘dos roubados do INSS’. O que não falta é escândalo”, continuou o candidato à reeleição.

Segundo Tarcísio, ironia e crítica deram lugar a “propaganda política descarada e desrespeito aos evangélicos”.

“Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei. Acorda, Brasil”

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