Tarcísio cobra intervenção na Enel após novo apagão em SP
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Tarcísio cobra intervenção na Enel após novo apagão em SP

Tarcísio pede intervenção na Enel após apagão em SP e diz que estado está “refém” de contrato regulado pela Aneel
foto: Agência Brasil

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Por Redação

Governador afirma que estado está “refém” de contrato federal

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta quinta-feira (11) uma intervenção na Enel após mais um apagão provocado pela ventania que atingiu o estado. Ele classificou o desempenho da concessionária como “absolutamente insuficiente” e afirmou que o restabelecimento total “vai levar alguns dias”, diante da capacidade limitada das equipes em campo.

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Tarcísio voltou a destacar que a gestão do contrato é responsabilidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e que o governo paulista não dispõe dos “instrumentos regulatórios” necessários para exigir melhorias. A medida é avaliada desde que área técnica do TCU recomendou estudos sobre riscos e impactos de uma possível intervenção.

“A gente oficia imediatamente, envia relatórios para a agência reguladora e comunica sobre a situação de todas as concessionárias. O maior tempo de restabelecimento, os maiores problemas são na área da Enel. […] A gente não pode ficar refém, como foi dito, não dá”, afirmou em evento de entrega de moradias populares em Carapicuíba.

O governador também rebateu críticas do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), que havia acusado o estado e a prefeitura de usar “linguajar populista” ao tratar da crise energética. “Não é. Quanto a essas pessoas que estão sem energia, que iam fazer política com elas, qual é a previsibilidade? […] Pode ter certeza que esse restabelecimento completo vai levar alguns dias, e a gente vai ver isso acontecer de novo”, disse.

Tarcísio vê a intervenção como alternativa mais rápida do que a caducidade do contrato. Ele argumenta que a rede metropolitana deveria ter “o contrato quebrado em dois”, o que facilitaria a fiscalização. A Enel atende 24 municípios, incluindo a capital, e teve sua tentativa de renovar antecipadamente o contrato barrada pela Justiça. A concessão termina em 2028.

O vendaval desta quarta-feira registrou rajadas de quase 100 km/h e deixou mais de 2 milhões de imóveis sem energia — mais de um quarto da base de clientes da empresa. Houve queda de árvores, engarrafamentos, cancelamento de voos, fechamento de espaços públicos e interrupção no abastecimento de água.

A Aneel e a Enel foram procuradas pela equipe deste site, mas ainda não responderam.

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