Governador Tarcísio defendeu papel do Legislativo no reequilíbrio entre os Poderes
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta segunda-feira (25) que o Congresso Nacional faça um gesto em favor da “pacificação nacional”. A declaração foi dada durante a convenção que marcou os 20 anos do Republicanos, em Brasília, com a presença de lideranças políticas, entre elas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
“Precisamos de pacificação. O Congresso Nacional tem um papel fundamental, e não podemos permitir que ninguém tire essa prerrogativa do Congresso. O Congresso pode fazer um gesto no caminho da pacificação”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Trabalhar por uma verdadeira harmonia entre os Poderes, que hoje estão desequilibrados. Trabalhar pelo restabelecimento do equilíbrio”.
O discurso ocorreu em meio às articulações que colocam Tarcísio como potencial candidato à Presidência em 2026. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, admitiu publicamente a possibilidade. “Quem sabe, se a conjuntura dos fatos permitir, teremos um candidato à Presidência da República, não é, Tarcísio?”, declarou.
Durante a celebração, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, chamou Tarcísio de “meu presidente”, enquanto a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que “é hora [do Republicanos] ter um presidente da República”.
Aliados veem Tarcísio como herdeiro natural do capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje inelegível. O governador, porém, já deixou claro que só oficializará uma candidatura nacional com o apoio de Bolsonaro. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também disputa sua filiação, caso opte pelo Planalto.
