O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu ontem (02) a autonomia da Polícia Civil após a Operação Wi-Fi, que teve como alvo a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG contratada para instalar pontos de internet gratuita na capital.
A investigação apura possíveis irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a prefeitura e o ICB. A polícia também investiga se recursos públicos foram desviados para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Entre os alvos da operação estavam endereços do ICB, da presidente da entidade, Karina Ferreira da Gama, produtora do longa, e da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT).
Segundo Tarcísio, a operação foi realizada a partir de uma demanda do Ministério Público e não sofreu interferência do governo estadual.
“A operação da polícia é uma coisa que a gente não interfere. A polícia tem autonomia para fazer as suas investigações, para fazer as suas operações. É uma instituição de Estado. Havia uma investigação em curso, uma demanda do Ministério Público, e a polícia cumpriu essa demanda. Sempre vai ser assim. A polícia vai ser e sempre será uma instituição de Estado”, disse o governador durante agenda em Rio Claro, no interior paulista.
O contrato investigado previa a instalação de pontos de Wi-Fi em regiões periféricas da capital. Após a operação, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) contestou a ação policial. Ele afirmou que a administração municipal já havia fornecido os documentos solicitados pelos investigadores e disse não descartar motivação política por trás da investigação.
